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ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

JUIZ DE FORA, UMA EXPOSIÇÃO DE PRIMEIRA!

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Mais uma vez estivemos presentes na Exposição de Carros Antigos de Juiz de Fora, Minas Gerais, desta vez a vigésima primeira edição. Evento bienalmente promovido pelo Veteran – CAAJF (Clube do Automóvel Antigo de Juiz de Fora), atualmente presidido pelo simpático amigo Luiz Fernando. Se não me engano, aconteceu pela segunda vez na Praça Cívica da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), diga-se de passagem, um espetáculo de local, plenamente apropriado para eventos desta magnitude, abrilhantando o charme característico dos carros antigos.

Juiz de Fora é uma cidade maravilhosa, polo universitário, culinária mineira cativante, conhecida como a mais carioca das cidades mineiras, exatamente pela proximidade com a capital carioca, além do grande contingente de cariocas por lá residindo. Está muito próxima do Rio de Janeiro, das cidades serranas do Rio de Janeiro e, logicamente, de boa parte das cidades mineiras. Por exemplo, está a aproximados 130 km da minha cidade, Teresópolis.

O evento é realizado em três dias, sexta, sábado e domingo, sendo que o ponto alto é no sábado, dia em que a praça fica florida de relíquias fantásticas. Eu, particularmente fiquei apaixonado por um Oldsmobile 1958 Super 88, vermelho, com cromados incríveis. Confesso que este exemplar me deixou com os olhos brilhando. Um carro perfeito, com detalhes finos, mas, principalmente com uma combinação fantástica e riquíssima. Enfim, muitas foram as relíquias expostas, Impala, Mercury, Ferrari, Porsche, Mercedes Benz, Opala, Fusca, Ford F100, Ford Galaxie, Hudson, Cadillac, BMW 3.0 CSI (que pertenceu ao Emerson Fittipaldi), Fiat 147 (novíssima), representadas em várias unidades e modelos, dentre tantas outras maravilhas. Acredito que cerca de 250 carros tenham sido expostos neste evento, porém, carros qualificados para uma exposição, independente dos seus valores. Uma excelente quantidade de carros, levando-se em consideração a altíssima qualidade dos veículos expostos, item considerado como ponto alto desta exposição, pois existe uma “filtragem” estabelecida, que a organização procura manter.

Tivemos também um amplo e caprichado “mercado de pulgas”, onde muitas peças e apetrechos antigos eram comercializados. Um espaço pré-definido e organizado. Bom para os expositores e para o público visitante, que pôde matar saudade dos antigos tempos e das máquinas que fizeram e são história.

Não poderíamos esquecer-nos de mencionar a competência dos amigos organizadores, representados por um grupo forte, simpático, anfitrião e eficiente, citando Srs. Luiz Fernando, Maurílio, José Maria, Henrique Thielman, Eloísio, César, Kamil e outros tantos colaboradores, também de suma importância e respeito.

Por fim, saliento a importância cada vez maior dos eventos de carros antigos, pois são exatamente estes que contribuem para a continuidade dos clubes, motivam os colecionadores e, consequentemente, exercitam a cultura antigomobilista do País. Nada mais animado e prazeroso do que reencontrar os velhos amigos. Amigos que se identificam com uma causa única. Amigos que se denominam “AMIGOMOBILISTAS”. Não me lembro de quem é este termo, mas, fiel na real essência da “palavra”.

SAUDAÇÕES A TODOS!

13 DE AGOSTO, MEU ANIVERSÁRIO!

HENRIQUE MORAES

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08 2017

ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

NOSTALGIA, SAUDOSISMO, AFINIDADES ELEMBRANÇAS.

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Os anos passam. Graças a Deus ficamos mais velhos! Sim, se viver é uma dádiva, envelhecer significa dizer que continuamos sendo agraciados. Conheço muitas pessoas que viveram os anos 20, 30, 40, 50, 60, 70, 80 e logicamente os demais posteriores. Meu sogro, senhor Caetano é de 1925. Estive pensando que daqui a três anos não poderemos apenas dizer que ele era da década de 20. Precisaremos dizer algo além, do tipo: anos 20 do século XX ou década de 20 do século XX.

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Os carros antigos e seus respectivos afins me trouxeram a certeza de que eu certamente sou uma pessoa nostálgica. Dando um significado personalizado para a palavra nostalgia, diria que é um sentimento de saudades dos tempos passados. Eu não me julgo ser uma pessoa antiquada, pois sinceramente não tenho pretensão de ser ultrapassado, ou melhor, não existe esta possibilidade para uma pessoa da minha idade, chegando aos cinquenta anos, nos dias de hoje. Ficar ultrapassado significa chancelar a marca do obsoleto. O século XX foi de muito orgulho para os que participaram, pois foram cem anos de uma importante história para a formação do mundo moderno. Muitos foram os adventos e fatos. Se fizermos uma pesquisa afinada dos principais acontecimentos deste século, veremos uma quantidade infinita de fatos importantes. Fatos que mudaram o caminho da humanidade. Podemos dizer que muitas foram as conquistas e perdas. O homem evoluiu muito através dos seus experimentos, da sua capacidade científica, chegando a patamares de conhecimento acima das expectativas.

Hoje, vivendo este “mundo moderno”, me pergunto se valeu a pena tanta evolução. Não quero polemizar, pois não tenho tempo, tampouco paciência para tal, mas digo que precisamos rever nosso andamento, nossa marcha. Não pretendo fazer uma unanimidade neste pensamento, mas tenho plena convicção que muitas pessoas acompanham. Ressalto que não estou fazendo apologia a viver de passado. Não estamos falando de retroceder. Lógico que não gostaria de viajar 500 km com a minha família dentro de um Gordini todos os dias, me desculpem os amantes deste modelo. Lógico que não gostaria de ter a medicina de cem anos passados. Evoluímos, pois fizemos a evolução acontecer. A evolução nos levou de carona. Aqui falamos de progresso. Conseguimos como homem acompanhar o progresso das coisas? A essência do homem acompanhou? O ser humano, estando profissional, acompanhou a evolução da profissão? Exemplificando para melhor entendimento: o médico acompanhou a evolução da medicina? Estamos aqui para nos locupletarmos com a riqueza ou para sermos importantes como pessoas?

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Sempre disse que as mazelas que ontem demos as costas, hoje nos abraçam fervorosamente. Sim, elas não nos abraçarão amanhã, pois já o fazem. A procura incansável pelo ouro no garimpo dos inescrupulosos nos trouxe falésias, escarpadas, erodidas pelo falso progresso. Entendam falso progresso como aquele que procura pelo “ouro de tolo”.

Portanto, eu sou saudosista, pois fico na esperança de um dia voltar a ter e ser parte de uma maioria digna, que valoriza e fortalece as grandes pessoas e suas atitudes cristalinas. Chega de aloprarmos com as inovações diárias da internet e das suas mídias, pois no fundo, infelizmenteainda não sabemos ler e escrever. Chega de atendermos cem pacientes por dia e não curarmos nenhum. Chega de fazermos engenharia do “porquinho preguiçoso”. Chega de tratarmos nossos professores como ervas daninhas. Chega de tratarmos a corrupção como corruptos. Chega de buscarmos a vida, o falso progresso, com a morte alheia. Nossas famílias estão se corroendo. Nossos filhos se escondem em suas suítes confortáveis. Nossas prorrogadas vidas são perdidas prematuramente pela desatenção e, consequentemente, pela angústia, na devastadora doença chamada depressão. Nossos rebentos, nascidos do falso progresso, estão entregues as “baleias azuis” e tantos outros alucinógenos, ainda desconhecidos, mas verdadeiramente atuantese seguidos. Desconhecemos nossos filhos, arrematados pelos tutores da vida falsamente progressiva.

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Sou saudosista sim, pois embora não tão idoso, ainda sou do tempo que meu pai era um herói, um trabalhador zeloso. Minha mãe era intocável. Meu vizinho era querido. Minha bicicleta era usada e antiga, mas era a “melhor”. Minha meiade futebol não tinha elástico. Professor era respeitado. Torcer por um time de futebol era uma “doença saudável”. O “ter” era um sonho a ser alcançado, não era uma obsessão.

Acredito que a tentativa de retornar um pouco ao passado seja uma maneira desesperada de sobrevivência. Sou a favor do progresso sustentável. Que seja sustentável para natureza, mas que seja plenamente sustentável para os homens. A natureza esta doente e os homens agonizam, infelizmente achando que estão pulando em uma “festa rave”.

Muitas são as pessoas que já perceberam a real necessidade de frear um pouco este falso progresso. Não conseguimos acompanhar de forma sadia a quantidade de informações expostas diariamente, ou seja, acompanhar sem sermos afetados psicologicamente por esta celeridade.

Tenho saudades de ter tempo de admirar. De ter tempo de usufruir. Tempo de sentir realmente com todos os sentidos humanos. Tempo de ver, de ouvir, de tatear, de sentir o cheiro e paladar.

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Viva as belas coisas do passado! Viva os carros antigos! Viva as pessoas! Viva a saudade, pois é o prenúncio de que dias melhores virão!

SAUDAÇÕES A TODOS!

HENRIQUE MORAES

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07 2017

ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

JUNHO VERMELHO. CAMPANHA PARA DOAÇÃO DE SANGUE.

UMA CAUSA NOBRE!

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu em 2004 a data de 14 de junho como o Dia Mundial do Doador de Sangue. Há alguns anos adotou-se então junho como mês vermelho, simbolizando o sangue.

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Nesta segunda-feira, como de costume, acordei muito cedo e liguei a televisão, exatamente no momento em que um jornal diário noticiava a questão do baixo estoque de sangue nos diversos bancos, hemocentros, do Brasil. Acontece que exatamente nos meses frios há uma baixa procura pela doação de sangue. Neste período as doações chegam a cair cerca de 30%, deixando todos os hemocentros em alerta máximo. Alguns fatores contribuem muito para esta queda. É um período onde muitas pessoas encontram-se resfriadas (fator temporariamente restritivo). Em junho o governo disponibiliza a vacina da gripe, que impede os que tomaram de doar sangue por um pequeno período de dois a três dias. As férias escolares também atrapalham muito as doações, pois além de retirar os doadores dos seus domicílios, contribuem para o aumento da demanda de sangue, devido à elevação do número de acidentes diários.

Segundo informações, os sangues com fatores RH negativos são os mais escassos, exatamente por serem os mais raros, sendo o O negativo, doador universal, o que mais contribui para esta queda de 30% nos estoques.

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A população ainda tem uma falta de informação muito grande sobre o assunto. Existe a famosa cultura do deixar para depois, infelizmente. A doação de sangue é extremamente segura. Os homens podem repetir a doação a cada três meses e as mulheres a cada quatro meses, pois as mulheres precisam de mais tempo para repor a perda de ferro, já que também ocorre perda durante o ciclo menstrual. O plasma é reposto em algumas horas, as plaquetas em alguns dias e as hemácias em alguns poucos meses, segundo fonte da internet.

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Os especialistas alertam que nada substitui o sangue. “Somente o sangue pode ser usado no lugar do sangue”. Não existe medicamento que o substitua, diferente do que pensa grande parte da população. O sangue é a vida.

Sendo assim, meus nobres amigos antigomobilistas, conclamo através deste mural, que compareçamos aos hemocentros. Vale ressaltar, logicamente, que existem procedimentos e corretas instruções para a doação de sangue. Devemos salientar que não basta apenas a boa vontade para praticar a doação. Existe uma pequena lista de itens regulatórios e impeditivos para a doação. Itens fáceis de serem conhecidos e observados. Restrições permanentes e temporárias.  Ver critérios para doação.

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Acho que podemos fazer algumas campanhas, utilizando os clubes, os grupos, as exposições, os encontros, enfim. Já vi muitos grupos fazendo gincanas, caravanas de pessoas para doação. Já vi em algumas exposições, carros de determinados hemocentros fazendo campanha e arrebatando doadores.

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É assim que vejo o antigomobilista, pessoas que se organizam para prestar serviços para nossa população, através das suas relíquias. Um ser engajado com as necessidades e paixões do ser humano. O antigomobilismo não é frio. Tem sangue e ferrugem nas veias!

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DOAR SANGUE É UM ATO SOLIDÁRIO E VOLUNTÁRIO. DOE SANGUE, DOE VIDA!

MÊS DO VERMELHO DO SANGUE, DAS ROSAS. FELIZ DIA DOS NAMORADOS!

SAUDAÇÕES A TODOS!

HENRIQUE MORAES

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06 2017

ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

VALOR SENTIMENTAL! EXISTE ATRIBUIÇÃO?

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Dizem que o carro antigo é valorizado por se tratar de relíquia. Peça rara que faz parte da história do automobilismo, seja nacional ou internacional. Estando em território brasileiro, pode ser nacional ou importado. Atribuir valor a uma relíquia é uma árdua tarefa. Valor de mercado, valor verdadeiro e valor sentimental. Qual ou quais usar? Se for para vender é uma coisa. Se for para achar que vale é outra. Esta última a melhor. Eu acho que vale, é meu!

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Alguns antigomobilista usam a seguinte frase: meu carro tem um valor tal, pois atribuo um grande valor sentimental neste preço. Valor sentimental pode ser expresso por diversas maneiras. Exemplos: carro que pertenceu a alguém da família; carro que conquistou tal façanha; meu primeiro carro; carro que aprendi a dirigir; carro recuperado depois de anos, etc.. São tantos os apelos possíveis. Com o passar do tempo, qualquer carro que possuímos, começa a criar um elo, uma história, com o proprietário. Se considerarmos que pessoas se apegam a objetos como uma normalidade, sempre teremos vinculação ao valor sentimental. Aqui levamos sempre em conta que o público alvo deste espaço é o antigomobilista, seja colecionador ou admirador. De fato, são pessoas que gostam da preservação da história e, sendo assim, das suas relíquias.

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O maior problema do valor sentimental é que ele só existe para você, no máximo estendendo-se para a família que, obviamente, participe deste enredo. Não adianta achar que qualquer observador ou propenso comprador fará “menção honrosa” a este sentimento, pois é seu. Tais exemplos acima citados, essencialmente, são importantes apenas para você. Qual importância terá para um terceiro, dizer que a sua referida relíquia tenha sido o seu primeiro carro na vida? Para ele será mais um carro antigo.

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Não devemos confundir o valor sentimental, aqui abordado, com o valor histórico. Um carro antigo que pertenceu ao Ayrton Senna, por exemplo, terá um grande valor histórico atribuído. Este exemplo, talvez seja um dos poucos, que carrega também um enorme valor sentimental no seu preço de venda. Podemos dizer, neste caso, que o valor histórico se confunde com o valor sentimental. Uma junção de valores difícil de ser separada.

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Muitas são as vezes que recebemos de terceiros o seguinte questionamento: Quanto vale o seu carro? Vou melhorar: Quanto vale esta joinha (diminutivo de jóia)? A resposta vem incisiva e “melada”, exatamente adoçada pelo valor sentimental: Não tem preço! E aí começam as explicações. Repetindo que são suas explicações – Este carro tem uma história… muito importante, portanto, um grande valor sentimental… No mercado vale xis, mas devido a tudo isto, vale três xis – Aí vem à réplica: Tá louco! E a tréplica: Tem alguma placa escrita vendo aqui? Compra outro então! É exatamente assim que acontece.

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Eu sempre digo que sou apegado aos meus carros, pois todos tem alguma história importante comigo. Um exemplo muito claro é o meu Fusca 85, o Odisseu. Não é o exemplar mais lindo do Brasil, mas nenhum outro tem a sua história. Foi o meu primeiro carro na vida e exatamente ele, voltou a ser meu, vinte anos (por isto o nome Odisseu, vide mitologia grega) após eu tê-lo vendido. Não existe outro Fusca igual a este. Somente este Fusca, cadastrado sob este número de chassi poderia criar este valor sentimental.

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Parece papo de louco, mas sabemos que não é. Os nobres amigos “loucos”, como eu, entenderão plenamente o significado de cada palavra escrita. Vamos seguindo, resgatando histórias, preservando o passado e, consequentemente, o futuro.

Aproveito a oportunidade para mais um ano desejar FELIZ DIA DAS MÃES para nossas queridas e importantes mulheres deste Brasil, em especial as nossas antigomobilistas, companheiras inseparáveis de sempre. PARABÉNS MAMÃES!

SAUDAÇÕES A TODOS!

HENRIQUE MORAES

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05 2017

ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

CRISE ECONÔMICA: BOM MOMENTO DE AQUISIÇÃO,

PARA AQUELES QUE PODEM.

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Dizem os especialistas que o carro antigo teve uma valorização acima do esperado nos últimos anos, muito por conta do que vem acontecendo com o antigomobilismo. Realmente tivemos um número crescente e expressivo de entusiastas, que impulsionaram e mudaram o mercado. Sendo assim, financeiramente falando, foi muito bom para os antigomobilistas que já possuíam seu exemplar ou sua coleção. Já abordamos aqui o assunto precificação dos carros antigos, com alguns critérios, teorias e fatores que influenciam no seu memorial de cálculo.

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Hoje, porém, temos um cenário muito diferente. Estamos atravessando uma das piores crises econômicas que o Brasil já teve. Levando-se em consideração que o antigomobilismo é um hobby e que os carros antigos são vistos também como investimentos financeiros, vale ressaltar que certamente houve uma queda nos valores destes carros, mesmo tornando-se mais raros a cada ano. Economicamente falando, são considerados como moedas de liquidez “imediata”, no momento da necessidade. Mas, neste caso, liquidez imediata pode não ser uma venda com um bom retorno do investimento. E, basicamente, é o que vem acontecendo. Começamos a ver muitos carros antigos à venda. Os preços ainda altos, mas abaixo do que já esteve. Famosa lei da oferta e procura. Basta olharmos os sites de anúncios de carros antigos.

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O mercado é assim, alguém precisa perder para outros ganharem. Carro parado na garagem e necessidade financeira “batendo a porta” não combina com o correto.  Melhor vender o bem móvel, carro antigo, mesmo com muita dor no coração, do que colocar em risco a saúde financeira da família, do negócio ou de ambos. Neste caso, o valor sentimental termina quando a necessidade financeira adentra a garagem.

Considero o carro antigo com excelente investimento, pois além da valorização que sempre haverá, seja em maior ou menor proporção, temos o grande prazer de possuí-los e colocá-los a serviço das nossas pretensões de lazer e entretenimento. Eu, particularmente, tenho sérios problemas com a venda, pois erroneamente, sei lá, me apego aos carros. Todos os meus carros são ligados a mim por algumas histórias de vida. Odisseu, o Fusca, foi meu primeiro carro. Trovão Azul l, o Passat GL, está comigo há vinte um anos, sendo o carro que eu tinha quando conheci minha esposa e que carregou meus filhos para casa quando nasceram. E por aí vai… Significa dizer que tenho minhas paixões, que como todas, podem se tornar doloridas em momentos de perda.

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Mas, como sempre utilizo este espaço humildemente tentando melhorar nossas pessoas, logicamente muito me incluindo, procurando trazer um pouco de informações simples e cotidianas de nós, pobres mortais, além do grande prazer e entusiasmo em homenagear nossos carros antigos, mas principalmente nossos homens de boa fé, deixo aqui minha mensagem de que o momento é muito complicado para o nosso País, mas como sempre foi e será, precisamos continuar nossos trabalhos de formigas, carregando, batalhando, sorrindo, ajudando, modificando, exercendo nossos deveres e direitos, enfim, continuarmos sendo brasileiros, isto é: “não desistirmos nunca”!

Infelizmente atravessamos e lutamos uma guerra denominada corrupção, onde me sinto um agente passivo em sua formação, mas extremamente ativo na sua abolição ou, na realidade, no seu aniquilamento. Sim, este mar de lamas muito tem atrapalhado o antigomobilismo, haja vista a queda de investimentos do poder público e da iniciativa privada nos eventos pertinentes. Está cada vez mais difícil realizar qualquer evento. Uma pena! Vamos vencer esta guerra, pois os verdadeiros guerreiros somos nós.

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Não temos as conhecidas e infelizes guerras declaradas em nosso Brasil, mas não conseguimos mensurar, portanto contabilizar nossas baixas diárias, abatidas pelo mais alto calibre desta arma cruel e giratória, velada nos calabouços dos corruptos e seus corruptores. Calabouços, exatamente locais apropriados para ratos. Uma comparação ruim, pois o afamado animal tem suas serventias.  Aliás, não se enganem, pois muitos corruptos se utilizam do antigomobilismo e nas vaidades deste meio. Por isto, nunca me embriaguei com os vaidosos, pois a chance de decepção é imensa. O que há por trás de cada coisa sempre será um mistério.

Prezados amigos desejo-lhes uma grande batalha contra estes infelizes malfeitores, mas com muita fé nos homens e, principalmente em Deus, aproveito a ocasião para alegre e esperançosamente publicar meus votos de uma excelente Páscoa para todos.

Ferrugem nas veias e pé na tabua! Vamos ao trabalho.

SAUDAÇÕES A TODOS!

HENRIQUE MORAES

ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

FAC/FCC/SPEED UNLIMITED 2017. ESPETACULAR!

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Aconteceu em Curitiba mais uma edição deste magnífico e famoso evento, desta vez a de número nove. Concebido pelo nosso amigo Fernando Almeida, tendo sua primeira edição em 2009, apenas como FAC, iniciais de Fernando Almeida Collection. Hoje, conta com mais dois colaboradores, Fábio Costa e Roderjan Busato, que batizam como Fábio Costa Collection e Speed Unlimited, este último proprietário de uma equipe profissional de arrancadas. Um evento apenas para convidados escolhidos, vindos de toda parte do Brasil. Segundo Fernando, “um evento para amigos, onde nem mesmo o amigo do amigo será bem vindo. Precisamos ter um ambiente familiar e amistoso.”

Fernando Almeida é um grande apaixonado pela marca Volkswagen, especialmente os denominados quadrados, fabricados no final da década de 80, início da década de 90. Conhecido nacionalmente por ser proprietário de uma grande coleção de Gol GTI, impecáveis sobe todos os aspectos. Considerado hoje, o maior promotor de evento particular do Brasil, pois neste ano estiveram presentes aproximadamente 700 pessoas uniformizadas e cadastradas. Segundo informações dos organizadores há uma preocupação muito grande com este crescimento, pois a concepção é para um evento mais intimista, onde todos deverão receber sempre as devidas e merecidas atenções. Coisa de anfitriões!

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Embora esta edição tenha sido a maior de todas, em número de presentes, considero que tenha sido uma das melhores, pois a organização se supera a cada ano. Grandes carros, boa comida e bebida, local maravilhoso, organização, limpeza, tudo impecável. Tudo pensado e feito para a excelência do evento. Desta vez uma presença maior das famílias, inclusive ressaltando a preocupação com as crianças, recebidas com a montagem de piscina e brinquedos afins.

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Como todo encontro de carros antigos, embora sem a chancela de qualquer clube de carros, une-se o homem com as máquinas, perfazendo uma combinação magnífica. Vale ressaltar que a mostra de carros não se restringe apenas aos antigos, pois a coleção dos anfitriões é bastante sortida de carros atuais e impecáveis também. Aliás, debutaram neste ano alguns exemplares maravilhosos, modelos que chamamos de “Naves”, pois realmente são. Ferrari, Lamborghini, Porsche, Camaro, Audi, enfim, um plantel respeitável e admirável. Dentre os mais antigos, destaque para a linha Volkswagen, representada pelos modelos GT e GTI do Gol, EX e GlS do Santana, GTI do Golf, TS e GTS Pointer do Passat, GLS, Los Angeles e Sport do Voyage, dentre outros. Uma infinidade de Opalas, Maverick, Dodge Charger RT, Escort XR3, Kadett GSI, enfim, tantos outros antigos e clássicos automóveis que fizeram e fazem parte da vida do brasileiro. Como sobremesa a exposição de alguns exemplares de carros de arrancada. Infelizmente, não tenho conhecimento para dissertar sobre tal assunto, mas de certo que além de extremamente potentes, os “nervosos”, são impecáveis, parecendo brinquedos sem uso. Carros com investimentos altíssimos, pilotados por dois dos anfitriões. Um mundo a ser explorado e melhor entendido. Prometo fazer uma matéria apenas sobre este assunto, mais para frente.

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Que venha a 10ª edição em 2018, certamente mais um momento inesquecível, de altíssimo nível, unindo amigos através dos carros especiais. Participar deste evento é motivo de orgulho, uma experiência única para os amantes dos carros. Um privilégio para poucos, embora seja marcante no calendário nacional.

Parabéns Fernando, Fábio e Roderjan! Uma grife denominada FAC/FCC/SPEED UNLIMITED.

Salve “Piá”, salve Curitiba!

SAUDAÇÕES A TODOS!

HENRIQUE MORAES

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ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

AMOR PELAS LINHAS ANTIGAS. EM 2035 TEREMOS O MESMO AMOR?

INTERROGAÇÕES!

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Depois de tantos anos acompanhando e escrevendo sobre antigomobilismo, confesso que existe uma questão na minha cabeça que ainda não consegui responder, tampouco imaginar. Como antigomobilistas, teremos em 2035 a mesma paixão pelos carros de hoje? Serão considerados carros antigos? Já esbocei aqui um pouco desta questão, mas acho que podemos aprofundar um pouco mais, principalmente levando alguns fatores em consideração.

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Hoje, falamos muito sobre carburadores, motores AP, 6cc, V8, quatro marchas, cinco marchas, câmbio na coluna, injeção eletrônica, 12volts, enfim. Certamente que continuaremos falando destes itens, principalmente se levarmos em consideração esta crescente paixão pelos carros antigos, um hobby que está em alta no Brasil. Provavelmente teremos estes carros perpetuados. A questão intrigante é se teremos a mesma paixão em manter os carros de hoje e do futuro. Além destes itens, do que falaremos? Um presente que já é muito longe dos carros de trinta anos atrás, mas um futuro que avança com muito mais “pressa”, no que tange evolução, design e tecnologia. Será que este alto desenvolvimento ajudará ou atrapalhará a guarda das relíquias? Será que o desenho arrojado atrairá os antigomobilistas e público? Se as respostas forem positivas, quais modelos serão os mais cobiçados, mais raros, portanto mais valiosos? Pensando desta forma, quais modelos serão guardados desde já?

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Os carros que hoje consideramos antigos tinham fabricação de seus componentes e partes em larga escala, mas hoje, com as modificações radicais, provavelmente não teremos tantas peças sobressalentes em estoque, o que tornará a guarda destes carros algo muito mais difícil. Será assim? É bem verdade que as peças de hoje são muito mais resistentes, pois os materiais aplicados são estudados e melhorados a cada dia. Hoje, por exemplo, não temos a famosa corrosão das latarias. Temos outro problema muito sério com a modificação dos perfis das lojas, que não mais trabalham com grandes estoques, principalmente levando em consideração a grande quantidade de modelos lançados a cada ano.

Lembro que quando eu tinha 15 anos, apareciam alguns carros que revolucionavam nas suas linhas. Por exemplo, lembro do lançamento do Monza. O modelo Classic era espetacular, revolucionário. Hoje, quando olhamos para um exemplar preservado, achamos charmoso, mas sabemos que suas linhas ficaram para trás, muito por conta do que vemos nos dias atuais. Assim acontece com todos os nossos antigos, mas existe um charme e apelo que nos faz apaixonados. Onde está a explicação deste glamour?

Na verdade, acho que muito da nossa paixão por carros antigos está na dificuldade de possuir, naquela época. Ter era um ato muito difícil e oneroso. Ter uma casa própria, um carro, uma roupa, era para poucos. Chegar a qualquer lugar pilotando seu próprio carro era sinônimo de ser uma pessoa vitoriosa. Alguns exemplares, esportivos, executivos, só eram possuídos por pessoas abonadas. Ouvia-se muito que o doutor fulano possuía o carro tal. Cicrano conseguiu comprar um carro. Beltrano juntou dinheiro muito tempo e conseguiu comprar um carro zero. Era muito difícil, portanto, o enorme valor atribuído ao possuir um carro. Atualmente, temos muitas histórias saudosas daquelas épocas, anos 50, 60, 70, 80 e um pouco dos anos 90. Se olharmos para o início dos anos 2000, veremos que a compra ficou mais fácil, pelo menos mais acessível para todos. Muitos financiamentos, modelos de consórcios, enfim. O povo brasileiro, especificamente, teve maior poder de compra, além da abertura para os carros importados, mexendo muito com a competitividade das montadoras, conseqüentemente, melhorando a oferta.

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Resumindo, acho muito interessante pensarmos nestes questionamentos. Aquele que tiver as respostas, uma pequena previsão do futuro, por favor, nos responda. Eu, particularmente, não as tenho, mas a curiosidade me maltrata. Não vale responder apenas por adivinhação, precisamos de argumentos que nos levem a tais suposições.

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Por enquanto, vamos curtindo os antigos, mas curtir os novos e futuros lançamentos também não faz mal. De repente, nossos sentimentos os tornem glamorosos. Acho que sim. Será? Como será? O negócio é chegar até lá e ter as respostas. O meu Deus! Saúde para todos nós. “Quem viver verá!”

SAUDAÇÕES A TODOS!

HENRIQUE MORAES

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ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

MAGNÍFICOS “TEMPOS DIFÍCEIS”!

Muito me preocupa a questão do saudosismo, pois tenho a profunda impressão de que algumas pessoas não gostam deste perfil. Saudosista para estes e na concepção da palavra, significa pessoa com gosto exagerado pelo passado. Será que nós, antigomobilistas, somos assim? Eu, por exemplo, não tenho a menor preocupação em viver o passado. Nunca imaginei voltar àqueles tempos. Tempos em que a expectativa de vida era tão baixa.  O brasileiro era reconhecido com desdentado e analfabeto. Então, não quero voltar para o passado, logo, concluo que o Brasil não quer aquele passado.

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Mas, infelizmente estamos entrando em um campo minado que nos remete aos áureos tempos passados, tempos em que perseguíamos a boa educação, a formação do caráter, o sucesso profissional, a formação do ser homem, a honestidade, o bom trabalho, a formação da família, a conquista da casa própria, a independência através de um carro, de locomoção em uma bicicleta inglesa, uma monark ou caloi. Uma simples estada na praia. Tínhamos tanto para conquistar, mas era muito difícil. Primeiro precisávamos respeitar pai e mãe. Depois, para os que tiveram acesso, respeitar os nobres professores. Respeitar os patrões, também nobres empregadores. Respeitar o próximo, o espaço do próximo, os direitos do próximo. Não tínhamos tantas leis, mas tínhamos vergonha. Vergonha de fazer vergonha!

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Nossos patrimônios eram conquistados com dificuldade, portanto, tanto valor tinha. Valorizávamos os nossos, mas sabíamos da importância dos vossos. O que era alheio não nos pertencia, apenas podíamos admirar e almejar. Ser graduado era motivo de muito orgulho e respeito. Era para admirar e almejar.

Nós não achávamos normal ver corpos decapitados. Quando filhos desacatavam os pais, eram condenados e intitulados de loucos, prontos para o manicômio. Existia corrupção, homicídios, latrocínios, holocausto, ditadura, etc., mas existiam valores e preocupação com a conduta. Existia a cartilha e os ensinamentos para segui-la. Seguir era sinônimo do correto. “Fulano é um sujeito correto!”

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Quando tinha aproximadamente oito anos ganhei uma bicicleta Monark Tigrão 72, já de “segunda mão”, ou seja, usada, azul cor do céu. Detalhe que esta bicicleta era para mim e meu irmão. Dividíamos a mesma bicicleta. Passava óleo Singer nas engrenagens e afins, pois ela tinha que durar. Lavávamos e passávamos Bombril nos raios e aros para dar polimento e retirar vestígios de ferrugem. “Pretinho” nos pneus feitos de água e açúcar, pois o famoso Silibril era apenas para os carros do meu pai. Aquela bicicleta era um carro esportivo, pois algumas manobras, escondidas, eram radicais. Coisas de carros velozes e furiosos! Depois vieram as Monaretas. Acho que meu gosto por Veículos Antigos começou por aí. Certamente o início de muitos. Tenho todas as minhas bicicletas guardadas, pois nunca me desfiz. A Tigrão precisa de restauro, pois algumas peças sumiram. Será um próximo projeto. Saudosismo? Exagero? Culto ao passado?

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Hoje, o antigomobilismo tenta em sua verdadeira essência resgatar a nostalgia daqueles tempos. Tempo da paquera, da conquista, do trabalho, da educação e do muito com tão pouco. Era pouco pela escassez de ofertas e de recursos, mas era muito pela necessidade e por querermos apenas a felicidade. A felicidade não está na ganância, na atrocidade, na vaidade, nos cromos, na moeda vil, nos adornos de pescoços e punhos, nas chaves e emblemas dos automóveis. A felicidade é simples, desprovida de impurezas.

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O que sentimos quando homens marginalizados da sociedade são expostos e sepultados aos pedaços, sabendo que alguém se preocupou por este ser por no mínimo dezoito anos? Alguém pariu e amamentou este ser. Alguém foi pai, alguém foi mãe. Muitos estão sofrendo. Que bom? Menos alguns para fazer o mal? Onde começa este mal? Respondo: Na falsa felicidade, buscada a qualquer preço. Este mal começa nos antros da corrupção galopante que assola este Brasil. O preço é alto e pagaremos até mudarmos nossos pensamentos e posturas. Que tempos são estes? Era tão bom subirmos pelos galhos das árvores para pegarmos ameixas e goiabas com bicho! Um gesto simples, mas um grande aprendizado.

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Que vontade de limpar os guardados na garagem. Que vontade de abraçar meus filhos, meus pais, meus verdadeiros amigos. Vou lá, ou melhor, FUI!

SAUDAÇÕES A TODOS!

HENRIQUE MORAES

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01 2017

ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

UM VERDADEIRO DIVISOR DE ÁGUAS CHAMADO 2016.

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Mais uma vez, graças a Deus, nos encontramos aqui, anunciando e agradecendo por mais um ano de muita luta, mas certamente de vitórias. 2016 foi um ano muito duro para o Brasil, principalmente por estarmos atravessando uma crise de enormes proporções nos mais variados setores. Contabilizamos e, infelizmente, nos deparamos com péssimas gestões políticas, sendo nos âmbitos municipais, estaduais e federais. Muitas instituições que, deveras pareciam sãs, explodiram e colocaram expostos os péssimos resultados de tantos anos de “podridão”. Os nossos sistemas político, econômico, tributário, educacional, previdenciário, de saúde, de segurança, estão cobertos de lama, enfim, um tsunami de esgoto invadiu os nossos alicerces.

E o antigomobilismo, onde está afetado? Está afetado?

Sim, claro! O antigomobilismo não vive apenas dos carros guardados em maravilhosas garagens. Existe todo um circo que sobrevive do antigomobilismo. Carro antigo é um investimento como outros vários. Não estamos falando de mensuração de valor emocional, pois como dito anteriormente, em texto passado, este valor não se pode medir. Ele está nos corações dos apaixonados. O valor real, monetariamente importante para quem investe em carros antigos, começa a cair. A queda se dá pela lei econômica da oferta e demanda. Devido a grande crise financeira, muitos colecionadores estão colocando suas relíquias à venda. Como a demanda está ficando baixa, logicamente, temos a queda nos valores. Outro ponto importante são os eventos, exposições de carros antigos, que são verdadeiras vitrines para o engrandecimento do hobby e servem como mostras e, consequentemente, valorização dos carros, do investimento.

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Com a crise, os eventos estão passando por dificuldades extremas, pois a essencial obtenção de patrocínios cai muito, praticamente ficando rara. O Poder Público, que geralmente é parceiro, por conta dos seus problemas, com raras exceções, não está apoiando. Desta forma, está muito difícil promover eventos. Os custos são altos, a infraestrutura exigida para tal é muito grande, portanto, necessitando de aportes significativos. Podemos dizer também que existe a dificuldade por parte dos expositores, pois comparecer aos eventos tem também consideráveis custos.

Mas, como sempre, o Brasil terá que se reinventar, pois pagar esta conta, este verdadeiro “rombo”, deixado sobre as nossas mesas, nossas empresas, nossas vidas, estará por nossa conta mesmo. Sempre foi e será desta forma. Alguém erra, desgoverna, corrompe e nós, o povo trabalhador, sejamos ativos ou aposentados, pagaremos com nosso pesado suor.

O Brasil não é esta porcaria, cujas imagens são veiculadas para todo o mundo. Não somos um País de corruptos, inescrupulosos, vagabundos, aproveitadores, sem vergonhas. Somos um Brasil de trabalhadores, honestos, vibrantes, carismáticos, um País de brasileiros. Esta raça, que não pode ser chamada de brasileira, que por aqui se instalou, se locupletando do dinheiro alheio, amealhando suas riquezas à custa destes trabalhadores, precisa ser dizimada, presa, marginalizada, colocada nos calabouços que ela mesma construiu, na tentativa letal de aniquilar o povo. O Brasil pede justiça, clama por reformas tributárias, políticas e morais. Não há mais cabimento, tampouco paciência para tantos desmandos.

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Nós, que nos dizemos antigomobilistas não podemos acatar e alimentar estes corruptos. Chega de eventos “beija mão”. Eventos que para acontecerem, precisam da benção, literalmente da compra de votos por parte dos políticos e seus capatazes. O setor privado está atravessando esta forte crise, mas ainda existem muitas empresas sérias, muitas pequenas empresas que podem e devem colaborar, patrocinando tais eventos. Como disse acima, é hora de nos reinventarmos, ultrapassarmos e vencermos esta crise e, certamente, com uma flecha certeira, passarmos o Brasil a limpo. Recomeçarmos e reconhecermos nossos valores. Tivemos muitas pragas ao longo de milhares de anos, mas reconhecidamente, hoje, temos pragas inseridas em nossas sociedades. Pragas que muitos denominam como homens, mas que denomino apenas como escória. Vida longa a todos os corruptos, mas que vistam seus uniformes e que trabalhem duro nos campos, nas lavouras, “arando” com suas correntes e bolas de ferro. Justiça, divina justiça!

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Que o antigomobilismo sobreviva de forma digna e ajude cada vez mais na transformação e engrandecimento das pessoas, através da sua essência, do seu vínculo com a beleza e saudosismo. Muitas saudades daquele tempo! Mas estamos aqui, soldados como sempre fomos e seremos. Esta missão está dada e, parafraseando as Forças Armadas, “Missão dada é missão cumprida”.

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Desejo de coração a todos os amigos antigomobilistas e demais brasileiros, trabalhadores honestos deste Brasil, um FELIZ NATAL e um ano de 2017 repleto de realizações, saúde e paz.

SAUDAÇÕES A TODOS!

HENRIQUE MORAES

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12 2016

ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

PERÍCIA, TALENTO, TREINAMENTO, INACREDITÁVEL NA ÉPOCA.

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Show Volkswagen. Equipe Steves. Quem se lembra? Lembro-me de ter assistido pelo menos umas quatro vezes aqui na minha cidade. Anos 80, eu ainda era uma criança e, na época, a nossa Av. J.J. de Araújo Regadas, parque Regadas, era palco de quase todos os acontecimentos importantes da cidade. Desfile cívico, desfile de carnaval, shows gratuitos, enfim, quase todo entretenimento que era para o povo acontecia neste local.

A famosa Equipe Steves é antiga, acredito que em ação desde a década de 70, reconhecida ao longo destes anos por suas manobras radicais, pelos serviços prestados para televisão e cinema brasileiro. Naquela época, as cenas de capotamento, “pegas”, eram muito difíceis, pois não tínhamos a atual tecnologia para os efeitos especiais que temos hoje. Então, entrava em cena a Equipe Steves com toda sua destreza. Muitas cenas de filmes, novelas, seriados, dentre outros, foram criadas e executadas pelos Steves.

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A Volkswagen com seus nacionais tinha uma apresentação que percorria todo o Brasil. Show Volkswagen! Vejam nos detalhes das fotos que, inclusive, não tínhamos estrutura, nem preocupação e conhecimento sobre os aspectos da segurança. O público ficava vulnerável. Estes eventos jamais aconteceriam desta forma nos dias de hoje. Eram outros tempos e, certamente, eram tomadas todas as medidas e precauções das legislações vigentes. Era a Volkswagen, a maior fabricante e vendedora de carros no Brasil. Voltando ao assunto do show, tínhamos apresentação com diversos modelos da marca, Passat, Gol, Santana, Parati, Voyage, enfim. Os carros eram posicionados no início da Avenida. Começavam com arrancadas e “cavalos de pau” no final da reta e, incrivelmente, já terminavam a manobra com a primeira engatada, fritando pneus dianteiros, e continuavam pela reta. Os pneus riscavam o asfalto. Muita fumaça, barulho e adrenalina. Olhos vidrados! De repente uma pequena rampa, apenas de um lado e, magicamente, o carro estava sobre apenas duas rodas,com uma superfície de contato de apenas, sei lá, dois centímetros por roda. Pior, faziam voltas e curvas deste modo. Depois, não satisfeitos, o carona da equipe saia pela janela, e ficava de pé com os pés entre porta e teto, ora com a bandeira do Brasil, ora com a da Volkswagen. Paravam, pegavam algum espectador e levavam de carona, para os “cavalos de pau” e para andar sobre duas rodas. Era engraçado ver a fisionomia tensa e a tentativa de permanecer ereto sobre o banco do carona. Pobres coitados, felizes pela aventura. Gostaria de ter ido! Logo depois começavam com mais carros rodando e radicalizando na “pista”. Carros que rodavam simultaneamente de forma muito sincronizada, parando um de frente para o outro. Parecia o ápice, mas nunca era. Cada manobra era superior a anterior. Não satisfeitos, colocavam um louco membro da equipe, me perdoem o termo, afivelado paralelamente ao para-choque dianteiro de um dos carros. Saíam com dois carros, sendo um deles com o tal louco que de repente tomava a frente e fazia o “cavalo de pau”, aguardando o outro carro que se aproximava em alta velocidade, parando frente a frente, centímetros do esmagamento do corajoso. Manobra homem para-choque. Por fim, faziam as manobras com os saltos sobre rampas, finalizando com um salto incrível, rasgando uma cortina de fogo. Eu não acreditava! Como carros de tonelada, tantas peças e equipamentos, ditos originais, feitos para rodar “naturalmente”, suportavam aqueles percalços que eram submetidos? Era o marketing da venda em ação, hoje eu entendo. Carros normais, pessoas “normais”, ruas normais, motivando e aguçando sonhos. “Embora não deva, seu carro pode fazer”.

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Pelo que sei, ainda temos a Equipe Steves, agora com uma nova geração, hoje sob o comando do João Paulo Steves, filho do idealizador, senhor Steves. Infelizmente não temos muita coisa atualizada na internet sobre a equipe e o endereço eletrônico informado não abriu. Portanto, maiores informações sobre esta equipe e prováveis trabalhos, somente através de competentes pesquisas ou demais fontes.

Assim, mais uma vez, tento através de poucas palavras e de outro saudoso exemplo, explicar a formação desta paixão que nos percorre e motiva. São estas lembranças amáveis e cristalinas que nos fazem amantes do antigomobilismo. O antigomobilista procura preservar a memória dos automóveis através da sua própria história. Era simples, mas muito puro e latente. Tínhamos pouco, mas dávamos muito valor. Vamos valorizar o que somos, temos e fazemos! Principalmente o bem que fazemos.

SAUDAÇÕES A TODOS!

HENRIQUE MORAES

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11 2016

ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

OUTUBRO DAS CRIANÇAS, UM MÊS ROSA, DOS PROFESSORES.

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Crianças! Juventude, esperança, futuro, ensinamento, pureza, renovação.

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Rosa da mulher e do homem, sem preconceitos, mas a cor que sempre simbolizou a mulher, neste contexto de outubro, fazendo campanha para o mês mundial da prevenção do câncer de mama. Desta vez, apenas citarei rapidamente estes dois temas, pois em momentos anteriores já decorri sobre.

Estive no mês de outubro em Guarapari-ES, participando de um excelente evento de carros antigos. Tudo muito bom, regado a famosa moqueca Capixaba, inclusive com os acompanhamentos da lagosta e da “moquequinha de banana da terra”, especialidades deste estado brasileiro. Uma delícia que vale a pena experimentar! Chega dar água na boca! Bem, lá conhecemos e fizemos amizade com um professor de história, antigomobilista amante do Puma, que segundo palavras do mesmo, chega a receber dinheiro para contar história, brincando com a labuta de dar aulas de história. E realmente, passou praticamente os três dias contando algumas, inclusive com peripécias “pantaleônicas”. Para os menos experientes, pantaleão era um personagem criado pelo saudoso Chico Anysio, que sentado numa cadeira de balanço, tapa-olho em um dos olhos, barbudo, contava suas prosas, mas sempre com uma lente de aumento, digamos que um “tantão” mentirosas. O referido e alegre professor lembrou um pouco o personagem. Não tinha barba, não tinha tapa-olho, tampouco esteve sentado, mas era contador de história. Cada uma! O engraçado é que contei para ele a seguinte história verídica: Estava no Rio de Janeiro em certa ocasião, quando o calor era muito forte e, especificamente neste dia, estava insuportável. Resolvi então, ficar sob a sombra de um coqueiro, na tentativa de amenizar aquela sensação térmica. De repente, ouvi um barulho estranho, um chiado, zumbido, muito forte. Ao olhar para cima, descobri que vinha de dentro do coco. Pasmem e acreditem, era sua água que estava fervendo. “É MENTIRA, TERTA”? Perguntava Pantaleão no seu famoso bordão. “VERDADE!”. Respondia Terta, sua esposa, cúmplice dos seus causos.  O professor, meu ouvinte, garantiu-me que neste momento passou a ser o aprendiz, pois a minha história havia sido a melhor e mais significativa de todas, contadas durante o período, digamos assim.

Então, resolvi que este seria um grande momento para homenagear os amigos antigomobilistas professores. Felizes, realizados, sonhadores, estudiosos, amados, importantes, mal tratados, vibrantes, respeitados, educadores, empobrecidos, marginalizados, queridos. Pobres professores! O futuro está nas crianças, mas a regência, nas mãos dos educadores, nossos professores e gestores educacionais.

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Quando que nossos governantes voltarão seus olhares para esta classe de profissionais? Quando os pais, envoltos da responsabilidade de criar e, principalmente, educar seus filhos, terão a sensatez e humildade de respeitar e garantir aos seus fiéis parceiros o direito de exercerem fidedignamente os seus propósitos educacionais? Professores não são tutores, nomeados e apossados dos filhos alheios, das crianças do Brasil. Quando deixaremos de empurrar para debaixo do tapete, neste caso, as escolas, as asas dos nossos professores, a escória das nossas performances educativas como pais? Professor e escola são e devem ser água que regam nossas plantas, pois o plantio e a colocação das estacas norteadoras são nossas falas, atitudes, designações e cobranças.

Respeitar, chegando ao ponto de idolatrar é nossa obrigação perante os professores. Eles não calçam chuteiras, não entoam cantos da moda, não são estereótipos da beleza, não são imagens cinematográficas, nunca procuraram ser midiáticos, enfim, são apenas pessoas comuns, porém, com capacidade e treinamento, muito treinamento, para alavancar e promover o avanço de uma nação séria e justamente reconhecida.

Sinceramente, não podemos reconhecer qualquer outro modelo de crescimento que não passe pela escola. Que não passe pela vista dos professores. Uma Nação vitoriosa, que cria seu modelo de gestão arraigado, só e somente consegue tal façanha, quando suas bases estão fincadas sobre o solo firme, quando as cargas sobrepostas são seguras nas resistências do conhecimento adquirido através do estudo. Não se faz um País com promessas. Não podemos aceitar apenas um pernoite sob o teto estruturado. Não é este falso crescimento, que denomino inchaço que almejamos e merecemos. Só realmente aceitaremos a alcunha de País desenvolvido quando nossas escolas estiverem próximas do real saber. Quando nossos professores forem respeitados e se respeitarem, principalmente reconhecendo-se como importantes e glamorosos que são. Professores justamente pagos são sinônimos de seriedade. São profissionais bem vestidos. Tem seus dentes tratados. Tem seus currículos reciclados e respeitados.

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Neste próximo dia 15 desejo felicidades e justiça aos amigos antigomobilistas professores, pesquisadores, educadores, pedagogos, diretores, enfim, a toda a classe educacional deste Brasil. Aguardo esperançoso que este quadro de falência múltipla, que há muito se instalou no sistema, seja banido das nossas escolas. Espero também, que o País tome um choque de moralidade, dando força as coisas e pessoas corretas. Chega de analfabetismo adulto. Chega de escolas fechadas ou sucateadas. Chega de escolas boas apenas para os abonados. Chega de professores maltrapilhos, pois nunca mereceram esta pecha. Chega de pais insensatos, que retiram a moral dos professores, ou seja, matam a galinha dos ovos de ouro.

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Parabéns queridos professores, verdadeiros semeadores da inclusão social do homem como indivíduo na sociedade. Sem eles somos alguém, mas com eles somos melhores, o que sonhamos ser, ou que um dia nossos pais sonharam em sermos.

Parabenize seus professores. Relembre e homenageie seus antigos professores. Torça para que um dia você e seus entes estejam sobre a batuta mágica deste maestro.

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Se um dia você estiver sob as palavras de um professor, agradeça muito a Deus. Certamente você estará rumando no caminho da sabedoria. Se achar que o professor é fraco, mal preparado, tome o lugar dele. O caminho é este. Seja um bom ouvinte e reverta! Seja um bom e respeitado professor, um ser admirável.

Feliz dia dos professores!

SAUDAÇÕES A TODOS!

HENRIQUE MORAES

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10 2016

ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

TALENTO, CRIATIVIDADE, PRECISÃO, VISÃO, EXECUÇÃO E DIVINDADE.

MARAVILHAS SEM LIMITES!

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Nossa admiração pelos antigos é algo que faz nossos olhos brilharem como verdadeiras crianças diante dos doces, dos brinquedos, enfim, do colorido. Somos denominados saudosistas, pessoas que se apega nas coisas, colecionadores, acumuladores. “Temos amarras muito fortes com o passado”. Diria que não, somos apegados às artes, com a valorização da criação humana, logicamente que persuadidos por uma inspiração divina, única explicação que reconheço e aceito, perante tantas coisas maravilhosas, expressas e executadas ao longo dos anos.

Quando olhamos algumas preciosidades, enxergamos de maneiras diferentes. Pessoas utilizam diferentes áreas do cérebro para ver as coisas. Somos atraídos pelas cores, pela simetria, pelos brilhos ofuscantes, pelas linhas, simplesmente pela interpretação dos desenhos, denominados design. Fico imaginando as mentes destes artistas,transmitindo para o papel, tudo aquilo que a mente captou e magicamente criou.

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Durante nossa existência produzimos muitas coisas ruins, feias, que não vem ao caso, pois estamos falando das maravilhas criadas e executadas pelo homem. Temos construído coisas divinas, que ficam como legado para nossos descendentes e futuras gerações. Hoje, ainda nos encabulamos com as pirâmides egípcias. Ficamos deslumbrados com os mármores do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, esculpidos e polidos por mãos divinamente abençoadas. Como conceberam e pintaram tetos tão maravilhosos? Como surgiu o projeto do Taj Mahal na Índia?Devemos lembrar que não tínhamos computadores, sendo então, nossos projetos executivos feitos à mão, sobre o papel. Sabemos da inspiração do arquiteto espanhol Santiago Calatrava no famoso, moderno e recém-inaugurado Museu do Amanhã, mas como surgem estas inspirações? Dizem e compactuo da ideia de que tudo vem da natureza. Inspiramo-nos no mar, no céu, em animais, etc. O museu do Amanhã, por exemplo, mistura a imagem de um barco, com pássaro e uma planta, dizem que a flor de uma bromélia.

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Falando dos nossos fabulosos carros, podemos e temos o privilégio de admirarmos as curvas e riqueza de detalhes dos Cadillacs, Ferraris, Mercedes, Jaguares, Simcas, Fuscas, enfim, predileções para todos os fregueses. Pensar naqueles “rabos de peixes”, com lanternas espaciais, para-choques cromados, emblemas saltantes e imponentes, acabamentos primorosos, verdadeiros artesanatos, feitos para ficarem eternamente em nossas recordações. Sou convicto que somos o que vemos, ouvimos e lemos. Expressamos o que se encontra em nossas memórias. Portanto, ouvir, ler e ver coisas boas é fundamental para o nosso aprendizado e, principalmente, para nossa formação.

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Precisamos nos atentar para estes aspectos importantes. Estamos com uma juventude muito voltada para algumas situações aterrorizantes. Perder precioso tempo caçando sei lá o quê! Por aqui, uma criança caiu dentro do rio por estar nesta caça. Caçou tanto que achou. Nunca fui contra a modernidade, mas fugir do conhecimento e perder-se nestes atentados. Sim, sou contra! Recebemos tantas informações importantes durante o dia, tantas que não conseguimos absorver o mínimo delas, mas infelizmente, muitos insistem em perder todas, embutidos nas falcatruas e perdições do mundo “moderno”, ou melhor, de um falso mundo moderno. Modernidade não deve ser confundida coma promiscuidade do saber.

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Nossas mentes não podem atrofiar. Levamos muitos anos para chegarmos neste estágio de desenvolvimento. Muitos foram os protagonistas deste mundo que vemos hoje. Vamos melhorar nossa educação, nossos valores, nossas pessoas. Não podemos viver do passado, saudosistas, “martelando” e crucificando nosso presente, mas precisamos preservar e cultivar nossas mentes pensantes, executivas e brilhantes.

Não estamos dizendo que deveríamos retornar a produção do antigo Cadillac, por exemplo. Dizemos que precisamos elaborar nossos projetos com a visão e dignidade dos artistas que somos. Ainda aceitamos muito passivamente a aniquilação das nossas mentes.

O antigomobilista não é um ser retrógrado. Já disse, é uma pessoa rebuscada, importante guarda da história mundial do automóvel. Cada um com sua história, com sua paixão. Paixões pelos importados, nacionais, de diferentes décadas. O antigomobilismo é apenas uma célula, que como muitas, formam um todo da cultura e história criativa e executiva do ser homem sobre este planeta. Amanhã, depois e depois, tendendo o limite ao infinito, que neste caso não é uma questão de comportamento de uma função matemática, teremos deixado nossos legados.

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Portanto, vamos deixar legados interessantes e importantes, pois devemos isto aos nossos antepassados, alguns, claro.

Que nossas relíquias sejam partes importantes desta passagem e que nossas criações possam reluzir este mundo moderno, cada vez mais.

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E você, já produziu algo de bom? Já plantou, teve um filho, escreveu algo de bom, amou o próximo, pensou na responsabilidade social, na sustentabilidade, nos preconceitos?

E, por fim, já teve ou andou de carro antigo? Quer uma carona? Não é um Cadillac, mas é de coração!

SAUDAÇÕES A TODOS!

HENRIQUE MORAES

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09 2016

ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

SESSENTA NOBRES INSPIRAÇÕES

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Olá meus nobres amigos. Hoje é meu aniversário, estou muito feliz, envelhecendo, me tornando mais experiente, vendo e verdadeiramente vivendo grandes momentos e imagens, graças a Deus. Envelhecer é a certeza de que estamos vivos. Envelhecer é VIVER. A vida é um filme, que nada mais é do que uma sucessão de imagens.

Neste mês, completo sessenta textos publicados aqui. É muito para mim! Nunca imaginei que chegaria a este número. Sempre tive medo da falta de inspiração, mas principalmente tenho muito respeito. Por tanto respeito, acho que vale a pena mencionar este importante número.

Ao longo destes sessenta textos percorri muitos caminhos prazerosos, mas principalmente, acho que cresci no mundo do antigomobilismo. Estudar faz o homem amadurecer, remoçar, mudar, enfim, melhorar as perspectivas e determinadas visões dos diversos contextos. Aqui, encontrei dezenas de novos amigos, conheci pessoas maravilhosas, vi detalhes que muitos não conseguem enxergar. Cheguei onde nunca imaginei, apenas pelo prazer e determinação de entregar o meu melhor. A simples missão de estar aqui, buscando inspiração, até mesmo em momentos difíceis, me traz muitos benefícios. Através das muitas pesquisas necessárias para qualquer escrita, aprendemos muito e, consequentemente, melhoramos como pessoas, através dos nossos conhecimentos e cultura.

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Por aqui já falei de muitos eventos maravilhosos, contei histórias de muitas pessoas interessantes, pessoas que independente da fama, da camada social, percorreram seus caminhos e de alguma forma, chamaram minha atenção. Tentei humildemente colocar meus pensamentos e entendimentos sobre diversos assuntos pertinentes ao que acontece nos bastidores do antigomobilismo e seus eventos. Falei sobre carros importantes, mostrando os motivos de tanta importância, mas Graças a Deus, mostrei sempre meus sentimentos e minha maneira de visualizar a simplicidade que reluz aos olhos dos humildes, dos famosos, dos milionários, das pessoas que vieram para ficar e fazer história. Que vieram para acrescentar neste mundo tão belo, mas complicado.

Não conseguiria citar todos os nomes das pessoas, verdadeiros amigos, incentivadores que angariei neste percurso. São tantos! Tantos amigos que me param nos eventos, deixam seus comentários ou que me procuram pelos contatos, que não posso citá-los. Seria um erro grave esquecer uma única pessoa. Tenho certeza de que cada um sabe da sua importância, do seu mérito, do meu apreço. Hoje, fica difícil chegar a qualquer evento e não ser notado, simplesmente pela amizade e camaradagem. As pessoas estão sedentas de carinho, de boa conduta, de educação, das palavras bem colocadas e da paz. Sempre digo que um “bom dia” com a entonação correta significa mais do que tudo. Pode significar a vida de uma pessoa.

Como sempre digo, os carros são maravilhosos, cada qual com suas particularidades e história, mas devem ser usados como ferramentas para o engrandecimento do homem. Conhecer pessoas, fazer amizades, participar em sociedade, cultivar e alimentar o companheirismo, desenvolver a cultura das cidades, são as premissas de quem se diz antigomobilista.

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Foi através deste espaço e dos carros antigos que fiz grandes homenagens aos meus pais, minha esposa e meus filhos. Disse aqui coisas que talvez, nunca tenha dito. Rendi homenagens ao meu ídolo de infância, o Zico. Um texto e uma história que até hoje me rendem frutos maravilhosos. Enfim, faço deste espaço o meu palco e, sinceramente, faço com orgulho e primazia, pois acredito que o limite, neste caso, não existe.

Agradeço a todos pelo carinho e atenção ao longo destes anos, pois essencialmente são os protagonistas. Aqui não é o jornal de maior circulação, não é um programa de TV, mas é aqui que eu me divirto e expresso um pouco dos meus sentimentos, com a chance de tentar servir e trazer interessantes palavras para os amigos. Devo agradecer o meu grande amigo Márdel, suas adoráveis esposa e irmã. Márdel, meu amigo, continue, vamos com força! Muito obrigado!

Meu muito obrigado e desde já agradeço pelos votos de feliz aniversário. Fico muito feliz por ter a oportunidade de envelhecer desta maneira. Os anos passam e continuamos vivendo, na tentativa de fazermos algo produtivo e bom para as pessoas. Profissionalmente sou feliz, pois tenho uma empresa pequena, com muitas responsabilidades. Administro belos projetos e algumas pessoas, que considero meus colaboradores. Tenho sócios maravilhosos, numa empresa familiar. Construo sonhos, que literalmente considero verdadeiras obras de arte. Mas, acho que neste lindo Brasil, repleto de pessoas maravilhosas, o que mais me alegra como empresário é o ato de empregar pessoas. É saber que por cada pessoa empregada diretamente, conseguimos alimentar, em média, outras três. Trabalho é o que dignifica o homem, sem dúvida.

Saúde, educação, trabalho, segurança e muito carinho para todos.

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Feliz dia dos Pais para todos os nossos amigos papais e parabéns para mim, pelo meu aniversário (HOJE 13/08) e pelos SESSENTA TEXTOS, SESSENTA NOBRES INSPIRAÇÕES.

SAUDAÇÕES A TODOS!

HENRIQUE MORAES

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08 2016

ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

AVA-JUIZ DE FORA, UM ENCONTRO DE TODOS!

A mais carioca cidade mineira! Assim é gentilmente e carinhosamente denominada a cidade de Juiz de Fora. Perto, muito perto do Rio de Janeiro, esta aconchegante cidade presenteou os amigos antigomobilistas com mais uma edição do evento organizado pelo grupo AVA-JF, finamente e, de forma muito competente, executado. Um evento democrático, dentro de um excelente espaço que, diga-se de passagem, está ficando cada vez menor. Este ano acredito que foram mais de oitocentos carros, acolhidos no estacionamento do supermercado Carrefour. Vale muito ressaltar este importante colaborador e parceiro, pois o local cedido é muito especial e apropriado. Um verdadeiro achado, pois entrega um excelente espaço com estrutura apropriada. Um casamento dos mais perfeitos.

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Um evento que começa no sábado e infelizmente termina no domingo. Quem quiser colocar sua relíquia em exposição, necessita chegar cedo. É bem verdade que o grupo acaba achando um lugar para colocar os carros, aumentando as vagas, ou melhor, “roubando” um pouco mais de espaço das ruas do supermercado. Este evento consegue unir muitos fatores agradáveis. Há, sem dúvida, uma sinergia operando. Uma boa vontade e simplicidade comoventes.Todo o entorno e itens envolvidos estão em acordo, proporcionando um clima muito satisfatório e, consequentemente, caindo “nas graças do povo”.Este é o verdadeiro segredo do sucesso. Sucesso que muitos tentam, mas poucos alcançam. Não é a busca da quantidade. O sucesso, neste caso, é o prazer!

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Juiz de Fora tem um charme especial. Está a cerca de 190 km do Rio de Janeiro, 276 km de Belo Horizonte e 130 km da minha cidade, Teresópolis. Cidade com muitas universidades, rede hoteleira para todos os gostos e bolsos. Restaurantes maravilhosos, onde se come muito bem, com preços atrativos. Muitos bares temáticos, com maravilhosos e famosos petiscos mineiros. Dizem que o melhor torresmo do Brasil é feito por lá. Não sei se é o melhor, pois não conheço muitos outros, mas é magnífico e reconhecido. Pode-se usufruir de um comércio aquecido, chamativo aos “compulsivos” e normais.

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Desta vez, ficamos em um hotel muito bom, muito próximo do maior shopping da cidade e onde, coincidentemente, estava hospedada a delegação do time de futebol Santa Cruz. Pronto! Alegria geral para os filhos e sobrinhos (sim, minha tradicional caravana familiar estava presente), que fizeram amizade com todos os jogadores e comissão técnica (Grafitte, Léo Moura, demais companheiros). O Santa Cruz jogou contra o Botafogo e acabou sendo derrotado. Coisas do futebol.

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Voltando ao evento, gostaria de parabenizar, mais uma vez, o amigo Jorge “borboleta” Levy, pessoa do bem, capitão deste maravilhoso grupo AVA. “Borboleta” consegue organizar, participar, recepcionar, agregar e ainda fazer filantropia com a doação de alimentos, único pagamento exigido aos expositores. Segundo fontes do próprio grupo, este ano, tiveram uma arrecadação superior aos 3600 kg de alimentos. Tudo doado para instituições de caridade. Vejo este grupo do AVA-JF muito coeso e participativo. É lógico que devem ocorrer muitos desencontros entre os envolvidos, coisas de comunidades democráticas. Mas, o que vemos todos os anos, são as mesmas pessoas envolvidas com afinco e alegria. A recepção sempre com os mesmos rapazes, as inscrições com as simpáticas e competentes senhoras, inclusive a senhora Borboleta. No primeiro ano que compareci, tinha uma dúvida sobre o evento e, então, resolvi ligar para o Jorge, antes de pegar a estrada, a maravilhosa BR-040. Então, fiz a ligação por volta das 5h:30min. da matina. Foi um reboliço e motivo de muita graça. Este ano, fui além, resolvi começar a brincadeira mais cedo. Liguei para o Jorge por volta das 4h:30min., apenas para desejar boa sorte, mas no fundo queria “perturbar”. Deu certo, acordei todos da casa. Resumindo, sua esposa quer me matar! Não sei o motivo, acho injusto!

Justiça mesmo é fazer uma homenagem ao Jorge Levy, pois seu trabalho e história muito têm acrescentado ao antigomobilismo brasileiro.  Fica aqui uma dívida para os próximos textos. Certamente renderá uma excelente matéria. Imagino o que este antigomobilista tem a dizer. Quantos “causos” e nostalgia.

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Que venha 2017 com a XVI edição. Acho que o grupo AVA-JF precisa colocar as barbas, ou melhor, as asas do senhor “borboleta” de molho, pois a expectativa de presença de carros é imensa. Provavelmente, cheguem aos quase mil. Pensem! Que tal subsolo, segundo andar. Fica a dica! Que nada, o coração é imenso!

SAUDAÇÕES A TODOS!

HENRIQUE MORAES

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07 2016

ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

ASSIM É O EVENTO DE RAPOSO

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Neste final de semana estivemos visitando a Exposição de Carros Antigos de Raposo, estado do Rio de Janeiro. Já escrevi sobre este evento por aqui, mas a cada ano que passa fica melhor e mais aconchegante.

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Começamos falando dos organizadores, pessoas dedicadas, competentes, amigas e organizadas, preocupadas com os mínimos detalhes para agradar os expositores e visitantes. A dupla Jadir e Ricardo, principais responsáveis, são pessoas maravilhosas, acompanhados das suas importantes esposas, fazem o evento com perfeição. Ressalto a importância de todo o grupo Rio Minas, que administra este evento e outros por aquela redondeza de Itaperuna. Quando chegamos ao evento, que é realizado dentro de um hotel fazenda, especificamente em uma rua reta, logo somos recepcionados pelo Jadir, com seu inseparável microfone, anunciando efusivamente, o nome e cidade do convidado. Uma recepção calorosa e amigável, capaz de “emocionar até pedra de gelo”. Cada detalhe do evento é pensado e produzido para o sucesso e bem estar de todos.

Fica muito aparente e latente o total entrosamento entre as pessoas e o espaço envolvido. Devido à repetição e competência, pode-se notar um grande desenvolvimento. O conhecimento do espaço é fator primordial no sucesso deste evento. A divisão de tarefas, o trabalho árduo, a simplicidade, a camaradagem, as instalações aconchegantes, a programação ricamente idealizada para os três dias, enfim, a atmosfera envolvida, perfaz um todo maravilhoso.

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Quanto aos carros podemos dizer que este ano tivemos a melhor exposição de espécies e qualidades. Carros maravilhosos estavam expostos. O evento consegue levar grandes colecionadores, conquistados pelos itens descritos acima. Raposo está numa confluência de estados. Está no Estado do Rio de Janeiro, mas muito próximo de cidades do Espírito Santo e Minas Gerais. Este ano tivemos alguns maravilhosos caminhões, lindas bicicletas, carros nacionais e carros internacionais. Uma constelação! O evento é concentrado nesta rua, portanto, as pessoas ficam andando de um lado para o outro, fotografando e admirando as relíquias. Para os expositores é sensacional. Diferente! É local que conseguimos reencontrar e conversar com os amigos antigomobilistas. O sábado à tarde é o auge do evento. Domingo de manhã é certeza de presença incrível do público visitante, mas infelizmente é o início do fim, pois muitos expositores retornam para suas cidades. Começa a ficar triste, mas com saudades do próximo, certamente ainda melhor. É Sem dúvida uma das exposições mais agradáveis do Brasil. Um lugar para descanso, novas amizades e bom papo. Garanto que é um evento agradável para todos. Evento para família, de verdade. Programação para crianças, maridos, esposas e lógico, para os visitantes.

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Amigos Jadir e Ricardo, continuem neste caminho, celebrando os amigos, a camaradagem. Os eventos devem ser feitos para todos, homenageando sempre a família e o glamour dos carros antigos. Esta é a essência! O sucesso está no respeito e na reunião da simplicidade com a riqueza, riqueza de detalhes, perceptivas aos apaixonados. Falando em paixões, houve a culminância com o dia dos namorados, 12 de junho. Haja coração! Grandes paixões reunidas.

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Evento de Raposo, amigos, família, dia dos namorados, carros antigos na estrada, parada na cidade de Muriaé, cerca de 30 km de Raposo, para comer a famosa traíra sem espinhas, pirão e arroz. Felicidade, assim também se traduz!

SAUDAÇÕES A TODOS!

HENRIQUE MORAES

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06 2016

ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

O CARRO ANTIGO MAIS QUERIDO DO BRASIL!

ARTHUR, UM ANTIGOMOBILISTA, HERÓI DE UMA NAÇÃO.

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Há muito tempo tenho me esmerado em realizar esta matéria, já esbocei algumas linhas, fiz diversos contatos, mas sinceramente falando, queria coroar minhas humildes e respeitosas palavras com um texto digno de um profissional, de um jornalista. Posso dizer que fui muito além das minhas fantasias, pois do tamanho de um cisco, me transformei num gigante, na dimensão da maior torcida de futebol deste Brasil. A torcida do Flamengo. Com todo respeito, peço desculpas aos torcedores de outras equipes, mas o título deste texto só poderia ter como tema dois personagens que se misturam e fazem parte de uma única e irretocável história. Como primeiro personagem, falo do senhor Arthur Antunes Coimbra, o brasileiro Zico. O segundo é o carro Toyota Celica 1982, um dos troféus ganhos pelo Zico, no ato da conquista do título de Campeão Mundial Interclubes, no ano de 1981, dia 13 de dezembro, madrugada no Brasil.

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Zico, profissional dedicadíssimo, nascido no bairro denominado Quintino, Rio de Janeiro, em 03 de março de 1953, filho de senhor Antunes (i.m.) e da Dona Mathilde (i.m.), pai do Júnior, Bruno e Thiago, marido da senhora Sandra, avô de cinco netos, irmão do Edu, Antunes (i.m.), Tunico, Nando e Zezé, carinhosamente assim chamados por ele. Homem exemplar, conhecido e idolatrado por todos os brasileiros, independente de torcida. Quem nunca ouviu falar em D. Sandra, Senhor Antunes, D. Mathilde, “Só no Sapatinho”, enfim, a família que ele tanto ama e enaltece?

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Podemos achar algumas reportagens sobre este carro, principalmente no ano de 2011, quando a conquista completou trinta anos. Um dia, elaborando alguns dos meus textos tive a inspiração e boa vontade de pensar mais profundamente sobre este carro e pelos preceitos do que denomino antigomobilismo, digo que devemos considerá-lo como o carro antigo mais querido do Brasil. Isto mesmo! BATIZO este carro como O CARRO ANTIGO MAIS QUERIDO DO BRASIL. Ou seja, uma designação única, inexplicavelmente inédita. Um carro com mais de trinta anos, original, mantido como peça de coleção. Uma raridade que por muito pouco não existiu. Naquela época, importar um carro era complicado. As leis de importação para carros eram burocráticas e Zico só conseguiu desembarcar o carro neste País no início de 1983. Por isto que o carro foi fabricado em 1982, ou seja, se não fosse o esforço do Zico, o carro seria convertido em papel moeda e, certamente, não existiria esta linda história, destas que os antigomobilistas adoram. Os jogadores do Flamengo resolveram antes da partida que qualquer premiação individual conquistada seria rateada em frações iguais. Zico ganhou o Celica como melhor jogador em campo e Nunes, outro ídolo rubro-negro, ganhou uma Toyota Carina como artilheiro em campo. O Flamengo venceu o Liverpool por 3 a 0, precisando apenas dos primeiros 45 minutos, um verdadeiro “chocolate”, dois gols do Nunes e um do Adílio, craque da Cruzada São Sebastião. Os dois jogadores, após um acordo com o grupo, ficaram com os carros. O jogo foi realizado no Estádio Nacional em Tóquio, Japão, que naquela época realizava as finais anuais do então denominado Mundial Interclubes. A montadora Toyota era a patrocinadora master da partida, inclusive chamavam o Mundial de Copa Toyota. O Flamengo se habilitou para este jogo conquistando a Copa Libertadores e o Liverpool, a Liga dos Campeões da UEFA. Bem amigos, Zico continua com o carro e Nunes vendeu o seu. Parece que o carro do Nunes felizmente ainda existe.

O Toyota Celica, modelo GT é do ano de 1982, motor 2.0, completo, menos direção hidráulica. Tem a cor prata, com pintura, mecânica e interior impecáveis, tratado de forma adequada pelo “GALINHO”. Zico nos confessou que pouco pôde aproveitar quando o carro desembarcou, pois naquele momento ele estava sendo transferido para Údine – Itália, especificamente para jogar na Udinese Cálcio. Quem andou muito no carro foi o seu irmão Edu. Na época era muito difícil arrumar peças para o carro, principalmente de acabamento, tais como, lanterna, farol, retrovisor, etc., portanto, dirigi-lo era “andar sobre ovos”. Hoje, ele tem um colaborador que faz a manutenção periódica, que é pouca, considerada normal. Lembra-se de há pouco tempo ter trocado a bateria. Segundo Zico, este carro jamais será vendido por ele. Faz parte da sua história. Particularmente acredito que será peça eterna de algum museu, provavelmente do Flamengo ou do próprio Zico.

Estive pessoalmente com o Galinho, após ter marcado um provável encontro. Mais uma vez me surpreendi, pois contava com qualquer possível desencontro, que seria compreensível. Neste momento, Zico vem trabalhando muito, seja como comentarista, como apresentador de programa, enfim, colocando o seu nome a serviço do futebol. Estávamos lá, eu, meu irmão, meus filhos e meu sobrinho, afilhado. A responsabilidade era enorme, pois “paramos” nossas vidas por tão arriscado “encontro”. O senhor Edu, irmão do Zico estava lá e estávamos naquela famosa roda de pessoas, falando sobre futebol e suas histórias. Ressaltar aqui a simpatia e enorme camaradagem do senhor Edu. Coisa de família e seus princípios. Nota-se que o futebol de craque, a educação e a humildade estão no sangue dos Antunes Coimbra. Em seguida, sentimos algo diferente acontecendo, pois o Zico estava chegando. Posso garantir que tudo para e modifica. Incrível! Tremi, pois não era um autógrafo ou uma foto. Era a apresentação, a autorização para este texto, a presença dos “bobos” (fãs boquiabertos) que levei, enfim. “Caiu a ficha”! Caramba! E agora? Gol de placa! Ficamos por quase duas horas envolvidos por aquela aura. Cada palavra deste texto passou pela vista daquele profissional, que se preocupa com sua imagem. Mais um exemplo do que é ser profissional. Acredito que uma leitura de dez a quinze minutos. Pequenas correções, mas importantes, do tipo: Mathilde com h e Tunico com u, erros da internet e da digitação, respectivamente. No final, com lágrimas nos olhos ouço: – Parabéns e obrigado pelas palavras. Tudo isto traduzido na dedicatória e assinatura no texto original. (vide foto)

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Perguntei ao nosso craque qual foi o carro que mais lhe marcou na vida, evidentemente, excluindo O CARRO ANTIGO MAIS QUERIDO DO BRASIL: – Foi um Corcel 1972 GT verde, meu primeiro carro. Lembro que meu pai vendeu um Aero Willys para dar de entrada no Corcel. Este o motivo da recordação e apreço. (foto meramente ilustrativa)

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Ah Zico! Como foi difícil escrever este texto. Quando poderia imaginar, mesmo sendo uma eterna criança sonhadora, que o meu ídolo, seria tema para desenvolver minhas palavras. Como seria bom fazer brotar em você um milésimo de emoção que você já me fez sentir. Lembro que na minha infância, eu e meu irmão tínhamos o uniforme completo do Flamengo. Tempos difíceis! Os uniformes tinham o número 10, o mesmo que o Zico carregava. O número 10 do short era pintado com tinta para tecido e a numeração da camisa, comprada em lojas de materiais esportivos, tinha que ser costurada. Pobre da minha mãe que vivia costurando e lavando estes uniformes. Mas, como mãe vive para ver os filhos felizes, feliz da minha mãe. Lembro que nossos gols eram narrados por nós mesmos e a voz que saía, imitava Jorge Cury e o Waldir Amaral: “Toma posição Zico. Correu, atirou é gol! Golaço! Aço, aço! ZIIIIIICÃO, o craque da camisa número 10, quando eram decorridos…” Ah meu Deus! Eu juro, nós pensávamos que éramos o Zico. O meu irmão, mais baixo, mais branquinho e, que raiva, mais habilidoso, achava que era o Zico e eu, bem moreno, também. Eu era o Zico! Nós sentíamos a dor que o Zico sentia. Até mancávamos. Quando o Zico levou aquela entrada desleal, nós queríamos bater no infeliz, depois perdoamos. Ele deu o aval. Lembro que quando meu filho mais velho nasceu, o fiz flamenguista, mas de forma coerente e inteligente (teoria do escudo – logo à frente), o fiz amante do Zico e continuei dizendo ser um craque. Eu era o Zico! Mostrava os vídeos do Zico e dizia que eu era como ele. Como novo pai, queria que meu filho sentisse orgulho de mim e, magicamente, se eu significasse uma pequena fração desta idolatria, seria um excelente começo, mesmo que depois… Vocês sabem a história do Papai Noel. Em agosto de 2000 fomos até o Centro de Futebol Zico (CFZ) ver um treino de uma seleção master do Brasil, que faria um amistoso contra a seleção master da Argentina. Era um jogo para a campanha contra o cigarro. Disse ao meu filho, na época com pouco mais de dois anos, que veríamos o Zico e aquilo foi uma “lavagem cerebral”. Ao término do treino, o Galinho, muito solícito, como sempre, colocou o hoje, futuro engenheiro civil, no colo para fazermos uma foto (confesso que fiquei envergonhado, mas queria tirar foto também. Na verdade, eu queria carregá-lo nos braços). Aí o moleque começa a perguntar insistentemente: pai cadê o Zico? Ele estava no colo do Zico perguntando onde o nosso ídolo estava. Eu fui o culpado, pois para ele o Zico, lógico, deveria parecer comigo, seu pai. Eu até hoje ainda acho que sou o Zico! Eu sou o Zico! Quando brinco de futebol com meus filhos, Riquinho e Lucas, posiciono-me como o Galinho e com a voz para dentro, lógico, narro da mesma forma: “Toma posição…” Pena que os anos não me perdoaram e a bola, na maioria das vezes…, vai no ângulo é claro. ZICO! ZICO! Imagino-me no maracanã com 150.000 pessoas. Não sei o que é melhor, este momento ou escrever.

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Será que o Galinho sabe o seu significado real para os flamenguistas e amantes de futebol do Brasil e do mundo? Por mais emotivo, humilde e sábio que ele seja, penso que ele nunca conseguirá entender. “Nós” (que somos e pensamos ser o Zico) sabemos o que é ser o Zico, mas não tem jeito, nunca sentiremos o que significa ser fã do Zico. É muito difícil explicar. Eu vou aproveitar a oportunidade e confessar para minha esposa e meus filhos: Todas as vezes que os levei para ver o Zico, 10% eram para alegria de vocês, pois o restante era por mim. (Teoria do escudo – tática avançada).

Na Copa do Mundo de 2014 fui agraciado por um amigo (Guilherme) e estive presente no jogo Rússia x Bélgica, dia 22 de junho, no maracanã. Fiquei no camarote de uma empresa com cerca de outros vinte convidados. Padrão ZICO no que diz respeito à organização do espetáculo. Tudo maravilhoso e tranquilo até o momento que avistei no camarote acima o Arthur. Pronto! Não vi mais nada, Courtois, Shatov, Samedov, Koslov, Lukaku, Hazard, Fellaini, Fábio Capello, enfim, foram vistos até aquele exato momento. Não sosseguei até ir lá, falar com ele e fazer uma foto. Verdadeiramente como ninja cheguei ao seu camarote e, muito educadamente, pedi que fizesse uma foto comigo no intervalo do jogo. Inclusive, falei sobre a intenção de fazer este texto com o mesmo. Como fãs, sei que muitos já experimentaram a sensação de um autógrafo, de uma foto, uma Selfie, mas conversar com o ídolo é participar do se pensamento, da sua vida. Assim eu me senti. Fiquei louco ara reencontrar meus filhos, esposa, irmão, pai, mãe, cachorro, papagaio, amigos, “inimigos” e contar tal proeza. Já me disseram que sou um caçador de emoções e digo: Eu sou Zico!

Ás vezes eu fico muito preocupado com Zico, pois sinceramente achamos que ídolos não erram. Peço a Deus que o ilumine e guarde de todos os percalços e armadilhas desta vida, pois a sua responsabilidade perante as crianças e fãs é muito grande. Torço muito para que suas empreitadas como homem e profissional sejam sempre acertadas e vitoriosas. A verdade é que não podemos nos calar e tão pouco aceitar o “silêncio dos bons”. E assim, Zico tem feito. Zico não se furta a responsabilidade como cidadão. Sempre colocou sua fama e sabedoria a serviço dos brasileiros.

Obrigado papai Waldir por me fazer fã. Obrigado meus filhos por serem meus escudos (teoria do escudo) e acreditarem na minha epopeia. Obrigado por me darem espaço na escrita e assim me fazerem feliz. Obrigado ZICO, galinho de Quintino, maior ídolo da história do Clube de Regatas Flamengo, por me fazer mais feliz. Acredite que Henrique Moraes, Cláudio Moraes, Riquinho, Lucas, Waldir, Rosilene, Vânia, José Caetano, Maria Eduarda, Bruno Moraes, Daniele, Luiza, Sueli, “Joões e Marias”, todos somos ZICO, ou melhor, somos honrados em te conhecer e gratos por tantos anos de felicidade e dedicação.

A vocês, “Zicos” deste imenso Brasil, que quiserem conhecer o Galinho,visitem o Centro de Futebol Zico (CFZ), Av. Miguel Antônio Fernandes, 700, Recreio dos Bandeirantes – Rio de Janeiro.  Garanto que as portas estarão sempre abertas, de coração, conforme seu idealizador. Quem sabe ele não estará lá! Considero como sorte a competência de conciliar o preparo pessoal com a oportunidade do momento. Lá escutei a seguinte frase: “O camarada tem uma presença diferente. Onde ele está, fica iluminado, principalmente por sua humildade e genialidade”. Quem falou é FERA! (a foto do jogo dos amigos do Zico comprova)

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Quanto ao CARRO ANTIGO MAIS QUERIDO DO BRASIL, ele está lá, reluzente, estrela de uma galáxia, uma peça sem valor monetário atribuído, patrimônio histórico de uma Nação. Uma Nação apaixonada, superior aos 33 milhões de flamenguistas e, certamente simpático aos aproximados 200 milhões de brasileiros. E se quiserem mais, pensem na Itália, cheguem até o Japão, fabricante deste carro e onde o galinho fez o futebol acontecer, onde é idolatrado como se japonês fosse. Mas eu, ou melhor, o Zico, somos brasileiros! O Zico é único e de verdade. Mas aqueles meninos continuam achando…

Agradecimentos especiais aos senhores José Matos, Wenderson Rosa, Edu Coimbra, Dr. Antônio Ricardo, Artur “fera” e ao rei Arthur Antunes Coimbra “Zico”.

SAUDAÇÕES A TODOS!

HENRIQUE MORAES

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05 2016

ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

ÁGUAS DE LINDÓIA X VINHEDO

ENCONTRO BRASILEIRO X ENCONTRO PAULISTA

ESPERO A VITÓRIA DO ANTIGOMOBILISMO.

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Em 13 de janeiro de 2014 noticiamos aqui a saída do tradicional Encontro Paulista de Autos Antigos na cidade de Águas de Lindóia. Na ocasião, levantei o fim de um casamento longínquo. Colocamos em questão alguns fatores, tais como financeiro, político e logicamente a vontade e explicação dos organizadores. Neste ano, preocupantemente, teremos o encontro de datas do evento acima citado em outra cidade, com aquele que tomou seu lugar em Águas de Lindóia, Encontro Brasileiro de Autos Antigos. Pela primeira vez acontecerá tal coincidência de datas. O Encontro Paulista em sua XXI edição será em Vinhedo, São Paulo.O Encontro Brasileiro, III edição continuará em Águas de Lindóia, São Paulo, ambos confirmados para o período de 21 a 24 de abril de 2016.

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Sempre estive preocupado com os rumores que apareceram ao longo destes aproximados três anos. Considerava excelentes os eventos denominados Encontro Paulista de Autos Antigos em Águas de Lindóia, uma união perfeita para o antigomobilismo, embora houvesse muitas discordâncias por parte de muitos. Particularmente, muito pouco sei sobre os meandros deste encontro para poder colocar os fatos numa visão mais abrangente e justa. São muitos os fatores e setores a serem considerados e ouvidos, principalmente na magnitude de eventos deste porte. Temos os expositores de autos, vendedores de peças, vendedores de carros, turistas, comércio local, rede hoteleira, rede de restaurantes, enfim, uma gama de participantes diretos e indiretos. Sem falar no essencial apoio político do executivo e do legislativo. Considerações importantes e primordiais para o conhecimento do que tratamos. Por isto, seguem as perguntas de sempre: O que aconteceu de fato? Quem errou e quem acertou? Todos acertaram? Talvez ninguém tenha errado, ou seja, cada um seguiu o seu caminho e intuição.

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Por outro lado, o Encontro Brasileiro vem fazendo o seu “dever de casa”, pois assumindo o evento de Águas de Lindóia, pelo que me consta, não deixou a famosa “peteca” cair. Uma tremenda responsabilidade! Também ressalto que digo aqui o que chega aos meus ouvidos, pois não tenho conhecimento adquirido sobre tal evento, nas suas duas edições anteriores. Falo pelo que ouço das pessoas que conversei até o momento, coberturas e comentários postados de pessoas dos vários setores envolvidos, que participam dos eventos de Águas de Lindóia há muitos anos, ainda sob a administração anterior, embora sejam eventos com “almas” diferentes.

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Na realidade, nunca devemos apagar o sucesso que Águas de Lindóia alcançou no cenário brasileiro do antigomobilismo, transformando-se, talvez, no mais importante evento de carros antigos do Brasil, um dos maiores da América Latina. Méritos para a administração da família Carratu, se assim podemos dizer. Certamente o casamento perfeito entre idealizadores e cidade. Um local glamoroso, perfeito! Praça ao redor de um imenso lago, muito verde, rede hoteleira muito próxima, cidades vizinhas com comércios atrativos para as senhoras, enfim, tudo conspirando para o sucesso. O evento de Águas de Lindóia caiu nas graças de todos. Os mais abonados certamente participaram de muitas edições do belíssimo evento. Sim, sempre foi considerado um evento clássico, com uma vasta, competente e agradável programação. Lembro que no ano em que participei de tudo, tendo adquirido o kit e presenciado cada minuto do evento, fiquei muito satisfeito, inclusive pregando que o valor cobrado por tal pacote embora não fosse barato, fazia jus a cada centavo, apropriadamente por sua qualidade em todos os aspectos. Devemos respeitar as festas produzidas pelos outros. O que pode ser alto para alguns, pode ser razoável para outros tantos. Tantos que perfazem uma quantidade mínima para a realização do evento. Foi lá que vi a maior quantidade de Cadillac exposta. Lindo demais! Quando achei que o custo não estava “pari passu” com minhas condições e prioridades deixei de ir. Acho até hoje que os hotéis praticam valores altos. Embora, concorde que sejam bons. Podia ser um pouco mais barato! Mas, contrariar a lei da oferta e da procura? Pelo que sei, mesmo em tempos de crise, a demanda continua alta, haja vista que as vagas praticamente se esgotaram.

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Com relação ao Encontro de Vinhedo, será a primeira edição neste local. Este é um fator preocupante, pois o conhecimento e experiência dentro do espaço são fundamentais. Campos do Jordão, cidade reconhecida pela atratividade turística, pelo que consta, não foi uma boa experiência. Espaços muito separados para expositores, rede hoteleira, em sua maioria, afastada do evento e preços altos, inclusive nas refeições. Enfim, segundo visitantes, uma bela visita a cidade, mas uma grande divisão para todos. Infelizmente, a sombra do evento da cidade de Águas de Lindóia sempre existirá. Sempre haverá um comparativo cruel e desleal. Aquele evento acabou. Ponto final! Se este ou aquele é ou foi melhor, cabe o julgamento de cada um. Não adianta colocarmos palavras, adjetivarmos o que não conhecemos, nem será possível entender. O Encontro Paulista de Autos Antigos precisa encontrar o seu lugar ideal. Devemos torcer pelo sucesso deste evento, pois é de grande importância para o cenário do antigomobilismo brasileiro e certamente mundial. Sabemos do apreço de muitos grandes colecionadores por este evento e, evidentemente, da importância destes para a continuidade deste belíssimo hobby, que tanto gostamos e fazemos parte. Muitas pessoas querem o fim do antigomobilismo de luxo, achando que a chegada dos menos abonados significará o crescimento e manutenção. Digo que não necessariamente. O que deve mudar é o respeito pelas pessoas. Não é questão de dinheiro, de carro, de posição social. É questão de qualidade, de responsabilidade, de visão clara dos fatos. Ricos ou pobres, sem educação e despreparados sempre serão considerados estorvos em qualquer lugar. O que seria do rico se não existisse o mais necessitado? O que seria do pobre, remediado, ou antiga classe média, se assim houver, se não existisse o mais abonado com suas necessidades. Eu mesmo digo: o que seria da minha empresa se não houvesse os maravilhosos clientes com suas conquistas, seus projetos?

Sempre torcerei pelo crescimento do antigomobilismo. Precisamos unir todos os esforços cabíveis na tentativa de fazermos, cada vez mais, um antigomobilismo forte e alegre. Carros em locais sombrios adquirem “pneumonia” e, nós, aquela maldita frieza. Uma frieza que não nos interessa tão pouco nos cativa. Por isto, embora acredite na divisão, por conta do acontecimento de dois grandes eventos na mesma data, fico na expectativa e esperança de sucesso para ambos. Como disse anteriormente, que a verdade seja colocada sobre a mesa e que os competentes e verdadeiros sejam abençoados. Espero que o vencedor seja o antigomobilismo e seus fiéis seguidores. Sejam expositores, organizadores, amantes, colaboradores, patrocinadores, enfim.

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O final deste quebra-cabeça ainda está longe, mas a exposição de outras importantes peças muito próxima. Veremos então, mais um importante capítulo desta extensa novela, escrita por diversos atores, alguns protagonistas, outros coadjuvantes, e muitos expectadores, simples como eu. Boa sorte a todos e que não haja perdedores. Que vença a correção de valores e princípios. Torcemos pelo acerto e para que as relíquias continuem com seus lugares de destaque, seja aqui ou ali, ou melhor, em todos os lugares, cada vez mais. No final, ÁGUAS DE LINDÓIA + VINHEDO + CAMPOS DO JORDÃO + ENCONTRO PAULISTA + ENCONTRO BRASILEIRO.

SAUDAÇÕES A TODOS!

HENRIQUE MORAES

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04 2016

ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

ORDEM E PROGRESSO! HORA DE TOMARMOS NOSSOS LUGARES.

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Prezados amigos antigomobilistas, sonhadores contumazes. Infelizmente, por conta de muitos acontecimentos preocupantes e desnorteadores deste País, tomo a liberdade e, sinceramente, uma posição, para pedir que ajudem o Brasil a sair deste mar de lama. Não devo entrar em política, portanto, não estamos falando de posicionamento político, nem tão pouco de preferências partidárias, posso garantir-lhes que não faço parte e nunca fiz de nenhum partido ou sigla referente. Simplesmente e orgulhosamente sou um trabalhador brasileiro. Falo de tomarmos pacificamente nossos postos de cidadãos e questionarmos e reivindicarmos respeito com o nosso País. Muitos de nós e principalmente dos nossos antecessores deram a vida pelo Brasil.Produziram com veemência, esperançosos, tentando e fazer desta terra uma Nação correta.

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Estamos atravessando uma das maiores crises vista neste País. Uma crise arraigada na política, na economia, nas pessoas e nas instituições. Enfim, nunca o Brasil esteve tão perto do colapso moral. Uma empresa não se move sem que haja a ingerência de pessoas. Um País é o reflexo da gestão de pessoas públicas, executivos que norteiam e interferem no setor privado. Tenho visto que o caos está instaurado em quase todos os setores deste País. Não podemos perder tempo discutindo o início das coisas, obviamente por causa das necessidades imediatas, mas certamente, precisamos tomar posicionamento quanto as nossas preferências. Na verdade, não se trata de preferências, mas sim de necessidades. Neste momento, amigo antigomobilista, as mazelas deste País estão abraçando fortemente e matando nossa população, nossas crianças. Precisamos sobrepor os males, sempre pensando na coletividade. Nossas preferências sempre serão os nossos caminhos, mas tomar o caminho errado é um problema de cada um. O que não pode, efetivamente, é atrapalhar ou condenar à morte os demais indivíduos da coletividade. Seja você da situação ou da oposição, chegou a hora, ou melhor, passou da hora de unirmos os esforços e atacarmos a corrupção. A corrupção não é invento deste ou do outro governo. Sem dúvida é invenção do homem. E, cá para nós, existe muito corrupto travestido de antigomobilista, se aproveitando deste meio para locupletar seus cofres de moedas ou vaidades. Vamos fazer o nosso papel e “parar de colocar azeitonas na empada” de antigomobilistas corruptos. Cuidado, nossas relíquias podem estar promovendo a festa e, consequentemente, angariando votos para verdadeiros corruptos. Cuidado com muitos eventos políticos.

Chega de propormos e aceitarmos “maracutaias”, verdadeiros negócios escusos. Chega de favorecimentos. Chega de “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Chega de usar carros antigos para fazer política e se aproveitar das paixões alheias. O povo está cansado, perdidamente e de forma letal, achatado. Chega de um País onde as pessoas trabalham para entregar. Entregamos nosso pão, nossas reservas, nossa moral, nossa saúde, nossa educação. Entregamos nossas famílias, nosso trabalho, enfim, nossa dignidade. Não sabemos onde, nem quando começamos com esta nascente abundante de corrupção, mas apoliticamente falando, precisamos estancar a lama que enche os nossos reservatórios. Possivelmente, se analisarmos bem, a água que nos falta em reservatórios esteja infiltrada, literalmente, neste mar de lama.

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Já disse em outros momentos que carro antigo é patrimônio histórico, momentaneamente em suas mãos. Cuidemos, pois somos proprietários, curadores, mas tomemos cuidado com nossas vontades. Não podemos aceitar que nestes tempos de crise econômica mundial, nossos cromados sejam premiados com lindos e reluzentes troféus de destaque e do outro lado, bem próximo, esteja faltando remédios e leitos nos hospitais. Uma coisa é o reconhecimento pelos méritos, outra coisa é ser corrupto ou corruptor e levantar o troféu da política escusa. Fazer eventos “beija mão”? E depois? Este é o começo e o meio da corrupção. Precisamos urgente do FIM! Lógico, que não vamos exterminar, mas temos que ter o controle da situação. Existe um equilíbrio no ecossistema, na cadeia alimentar. Neste caso, este bicho, exterminador, é um exímio predador. Se existe muito predador, deve haver muita presa. Se não estamos inseridos neste balaio de corruptos, olhemos para dentro das nossas consciências, pois certamente seremos exterminados. E nossas famílias também!

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Desculpem os termos, mas a necessidade é extrema e o espaço maravilhoso e adequado. Não tenho pretensão de falar de política, pois me considero iletrado neste termo, mas, certamente, embora muito abençoado, devendo mais agradecer do que pedir, sinto-me parte desta massa trabalhadora, portanto, hoje, uma “minhoca pulando no asfalto escaldante”. Mas como brasileiro que não desiste nunca, vivendo da minha labuta diária, devo dizer que sairemos desta ótica. A ótica que marginaliza o povo trabalhador, digno e honesto. Depende de nós, do nosso judiciário, dos nossos votos, mas principalmente da nossa índole e vontade.

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Para aumentarmos os significados da palavra antigomobilista, acrescentem a palavra anticorrupção. Se Louis Pasteur e Oswaldo Cruz fossem vivos, certamente seriam os homens mais ricos do mundo, pois haja ciência e vacinas para erradicar tantos males. Dengue, Zika, Chikungunya, violência, corrupção, …, demais variantes. Triste assim!

Mas como não gosto de terminar com tristeza, na certeza de acabarmos com a tristeza, sou brasileiro, gosto de carros antigos, amo o BRASIL, um País de povo trabalhador, inventivo e solidário. Vamos levar o nosso Brasil de carona, levantando o troféu do nosso mais humilde cidadão, o verdadeiro merecedor da honra, por mérito.

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“DE UM POVO HERÓICO UM BRADO RETUMBANTE,…
CONSEGUIMOS CONQUISTAR COM BRAÇO FORTE,…
MAS, SE ERGUE DA JUSTIÇA A CLAVA FORTE,…
VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE À LUTA,…
PÁTRIA AMADA BRASIL!”

Saudações da todos!
HENRIQUE MORAES

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03 2016

ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

AEDES AEGYPTI TAMBÉM GOSTA DE CARRO ANTIGO!

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Infelizmente, hoje, minha escrita será de um assunto que muito nos tem afetado nos últimos anos e, neste momento, se tornou uma epidemia mundial. Estamos falando do Aedes Aegypti, um mosquitinho que vem nos atormentando, um hospedeiro sem compaixão, capaz de tirar a paz mundial. Ao longo dos anos nos acostumamos com a famosa Dengue, que tem sido uma grande preocupação para todos, principalmente no verão. Mas, em 2015 começamos a ouvir de forma sistemática sobre os vírus Zika e Chikungunya, também transmitidos pelo inseto-vetor.

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O que tem carro antigo a ver com o tal mosquito?  O carro antigo nada, mas os amigos antigomobilistas que “guardam” em seus quintais carros abandonados, sucatas de peças, pneus, enfim, aqueles que tomam o programa “Caçadores de Relíquias” do canal History, como uma inspiração, sim. Estes estão contribuindo em grande escala para a criação e consequente proliferação do “inimigo número 1 do Brasil”. Sabemos que o Aedes necessita de água parada para depositar seus ovos, portanto, todo e qualquer ambiente que possa armazenar esta água é um potencial criadouro do mosquito, consequentemente, um foco para as diversas doenças acima citadas.

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Há alguns anos atrás, ouvíamos e nos preocupávamos com a dengue, em suas diversas manifestações, principalmente a tal hemorrágica, que nos acometia e em casos extremos de forma letal. Hoje, estamos diante da suspeita, com enormes chances de que alguns casos de microcefalia estejam relacionados com a presença do Vírus Zika na mãe, enquanto gestante. Vale ressaltar que tudo o que tem sido veiculado sobre este assunto ainda está no campo do estudo, portanto, estamos falando do que ouvimos e lemos. Existem várias hipóteses sendo analisadas. Segundo alguns pesquisadores, precisamos urgentemente achar meios de combater os vírus, pois será mais “fácil” do que eliminar o Aedes Aegypti. Neste caso, precisamos de governos austeros e competentes, que apoiem e patrocinem os centros de pesquisas. No caso brasileiro, abandonados em sua maioria, até então. Precisamos achar os antídotos, vacinas que nos façam imunes a estes vírus ou plenamente combativos (por favor, não levem em consideração erros técnicos que possam ocorrer, pois falo como leigo). Não podemos de forma alguma deixar com que o mosquito se torne o “dono da situação”. Combater, combater e combater!

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Antigomobilistas, colecionadores de sucatas a céu aberto, economizar água é ser antigomobilista sustentável, uma atitude louvável, mas aglomerar água formando poças é dizimar o saudável, perpetuar o inseto. Vamos manter nossas paixões, porém, de forma criteriosa e tecnicamente competente. Temos os nossos direitos, mas os nossos deveres. Respeitar as necessidades que a vida nos coloca é uma maneira de sermos verdadeiros cidadãos. É o exercício pleno da cidadania. Somos seres sociáveis, por isto, vivemos em sociedade, uma necessidade pela sobrevivência, ou pela vida melhor. Estamos atravessando um problema muito sério, digno de motivação mundial. Uma guerra ainda sem muito conhecimento, onde qualquer nova palavra descoberta deve ser respeitada. Por enquanto, são suposições e estudos, mas quem quer desafiar o desconhecido?

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Sendo assim, acho que podemos lançar uma campanha para que os antigomobilistas tenham muito cuidado com a guarda dos seus objetos. Pelo menos, fazer um alerta sobre tal. Podemos aproveitar os eventos de autos antigos e colocar faixas educativas sobre o tema. Que tal?

O AEDES AEGYPTI está por aí, seus criadouros e ovos também. Estamos em guerra e não sejamos nós a munição do nosso inimigo. Sai Dengue, Zika E Chikungunya! PERDEU!

SAUDAÇÕES A TODOS!

HENRIQUE MORAES

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02 2016

ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

AH, SE MEU FUSCA VOLTASSE!

ODISSEU UMA VERDADE.

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Dizem que para a maioria das pessoas nascidas entre os anos 50 e 60 o primeiro carro que possuíram, ou dirigiram, foi o famoso fusca, a espetacular “joaninha”. Eu, nascido no final da década de 60, me incluo nesta lista. Comprei com ajuda do meu pai, no ano de 1995. Devo confessar que foi uma sensação indescritível, uma das dez melhores da minha vida. Um carro incrível, fabricado em 1985, modelo standard, branco, uma “joia”. Lembro que era a álcool, dupla carburação. Fiz a troca de algumas peças e o transformei para gasolina. O motor 1600cc, então, ficou maravilhoso, andava muito bem, econômico e confiável. Sem dúvida um charme. Em 1996 fui apresentado ao Passat 88 GL VILLAGE e, como sabem, comprei o “trovão azul”, comigo até hoje. O fusca, convertido em moeda, entrou como parte do pagamento do Passat. Na época, deixei a “joaninha” na loja de um amigo para vendê-lo.

Se procurarem nos arquivos deste blog, verão que minha primeira aparição por aqui, ou seja, minhas primeiras palavras foram no espaço “O AUTO E VOCÊ”, datado de 15/08/2011. Respondendo as 10 perguntas, citei o meu fusca. Todos devem estar perguntando o motivo de falar tanto deste fusca. Então respondendo a esta pergunta, gostaria de comunicar que achei o “danado” do fusca e, como ninguém é de ferro, comprei a peça. Juro, não estava procurando carro algum para comprar, pois além de outras prioridades no momento, qualquer carro a mais me traria desconforto para guardá-lo, ou melhor, algum trabalho. Mas, a vida realmente nos prega algumas surpresas e, inexplicavelmente, bisbilhotando a internet, me deparo com um fusca branco, sendo anunciado para venda na minha cidade, em uma loja de venda de veículos. Pensei: parece com o carro, mas não pode ser, pois está com carburação simples, fato constatado após verificar uma das fotos do anúncio. Como “ver não tira pedaço”, fui até o local. Chegando à loja, achei parecido, com os famosos bancos Procar, mas…Então, resolvi, sem mostrar muita empolgação, perguntar ao vendedor, se tinha documentos do carro. Ele de imediato me disse que o carro era de excelente procedência, tendo pertencido a um senhor por mais de 17 anos. Foi buscar os documentos e me entregou para análise. Passei por 2015, 2014, 2013,…, cheguei em 1995 e um arrepio percorreu o meu corpo, pois neste ano, no documento de licenciamento, o famoso verdinho, constava o meu nome, com endereço da casa dos meus pais, minha residência ainda de solteiro. Fiquei louco, uma criança desnorteada e muito feliz (os antigomobilistas sabem do que estou falando). Precisava negociar com e vendedor e, somente após os valores serem divulgados, negociados e firmados, fiz menção do que ocorria. Mostrei minha identidade e comprovei o fato. O fusca 1985 à venda tinha sido meu. Não, o fusca 1985, branco, meu primeiro carro, voltou a ser meu! Comprei e estou apaixonado! Que História fantástica! Contando assim, parece mentira. O mais interessante é que o carro está muito conservado, tanto que para deixá-lo do jeito que gosto, muito pouco precisarei fazer.

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Incrível, mas ao andar com o fusca, me rendo ao passado. Lembro-me daquela época e realmente sinto um prazer indescritível. A única coisa que parece ter mudado no fusca é o espaço interno. Vinte anos após os embalos de 1995, parece que o carro encolheu internamente. Ou será que eu aumentei de tamanho? Não importa. Coloquei ponteiras do silencioso abertas e o barulho está maravilhoso. Dá gosto! Como os “fusqueiros” gostam de falar, as portas parecem de geladeira, é só encostar. O Fafá não canta, mas encanta!

Deste momento em diante, o fusca terá o nome de Odisseu, rei de Ítaca, na mitologia Grega. O rei que retornou após 20 anos. Também conhecido como Ulisses, casado com Penélope. Sabe-se lá o que “Odisseu”, o fusca, enfrentou por todos estes anos, por onde andou, enfim.

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E assim, seguimos as nossas histórias, Odisseu, trovão azul 1, trovão azul 2, bola de fogo…

SAUDAÇÕES A TODOS!

HENRIQUE MORAES


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01 2016

ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

UM ANO. GRAÇAS A DEUS!

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Meus queridos amigos, nobres apaixonados pelos automóveis antigos e suas diversas vielas. Mais uma vez tenho a honra de desejar-lhes feliz Natal e um próspero Ano Novo, neste caso, um feliz 2016.

Tivemos um ano muito árduo, cansativo e preocupante, por conta de todos os problemas políticos, econômicos e sociais que, infelizmente, de forma absurda e desleal, assolam o nosso querido Brasil. Podemos acentuar nossos problemas alvejando nossas cidades, organismos menores, mas em sua maioria, com adversidades enormes. Particularmente, morando e atuando profissionalmente em Teresópolis, posso registrar e testemunhar sobre sérios problemas políticos, engrossando as estatísticas ruins do País. Espero, sinceramente, que o nosso Brasil encontre o seu eixo e que haja o equilíbrio da balança, tão bem representado pelo símbolo da justiça. Espero e trabalho pelo enobrecimento do ser humano, pois somos nós que movemos a roda da vida. Hoje, considero que a engrenagem está engripada, moendo suas próprias peças.

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O mundo do antigomobilismo sofre, como toda cultura nacional. Sabemos que o antigomobilismo sobrevive graças aos diversos eventos promovidos em todo o território. Está cada vez mais difícil encontrar patrocinadores, investidores e incentivadores que apoiem os eventos. O Poder Público também se ausenta da sua responsabilidade, deixando de apoiar na menor estrutura necessária, mesmo sabendo das consideráveis divisas que os eventos trazem para os municípios. Preocupante!

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Carro antigo parado em museu é uma coisa, parado em garagem é outra e, sinceramente, pouco seduz. Precisamos torcer e trabalhar como loucos pela melhoria do País, pelo retorno imediato da justiça, consequentemente do crédito. Precisamos de um País desenvolvido ou em verdadeiro desenvolvimento, avalizado pela meritocracia. Efetivamente precisamos de políticos sérios, honrados e capacitados, eleitos pelos votos do povo, legítimos representantes dos anseios da população. Temos a péssima impressão de que males só acontecem para os vizinhos, porém, quando acontece conosco, ou seja, quando nos afeta, percebemos a verdadeira importância de projetos e gestões eficazes e sustentáveis.  Se quisermos nossas motivações, nossas alegrias, precisaremos considerar as bases que nos proporcionam tais façanhas.Como estarmos alegres e motivados se nossa população agoniza na falta de perspectiva?

O antigomobilismo é um hobby glamoroso, onde a história é escrita pela riqueza de detalhes. Não podemos ser hipócritas de expormos os cromados e esquecermos o feijão que alimenta nosso povo. Como seres consideráveis, devemos ter a percepção dos momentos e das necessidades. Há uma necessidade extrema de mitigarmos estes problemas que efetivamente aniquilam nossas chances de crescimento e, consequentemente, nossa cultura.

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Sempre disse que o Brasil tomou um caminho errado e para reencontrar o certo, precisaria da melhor conscientização do povo em geral. Por menor que sejamos, temos uma importância considerável no cenário. Quando unidos em sociedade, nos fazemos representar de forma muito mais audível e eficiente. Portanto, o antigomobilismo, através da penetração cultural e dos seus seguidores de “boa fé”, é uma célula muito importante para este processo de reencontro.

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Devemos continuar trilhando os nossos caminhos, fortalecendo nossa cultura, educando de verdade nossas crianças e preservando a história da nação. O antigomobilista é um saudosista. Saudosismo não é ser retrógrado, antiquado, ou tão pouco “ranzinza”. Geralmente o saudosista cultiva a melhor audição, uma visão privilegiada das coisas. Uma boa música, um bom costume, uma boa educação, enfim, é um ser que sente saudades e, podendo, usufrui desta maravilhosa manifestação. A saudade é um prenúncio de que melhores dias virão! Nunca senti saudades de coisas ruins. Só sinto daquilo que me fez bem, consequentemente, feliz! “Os bons tempos voltaram”! Que tal: Os bons tempos chegaram!

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Sentimental e consciente sinto muita saudade do Papai Noel e confesso estar ansioso pela sua vinda, trazendo em sua sacola muitas sementes de prosperidade e fé para todos. Eu que ando muito crítico e pensativo, recorro cada vez mais aos bons momentos, preservando um pouco mais minha “carcaça”, desculpem o termo, um pouco desfrutada ao longo da vida. Permaneço fiel aos meus conceitos e expectativas, tentando continuar sobre a casca terrestre, um grande privilégio divinamente concedido. Nesta semana, tive um momento muito feliz, proporcionado pelo antigomobilismo. Uma história nada comum, pouco provável de acontecer, mais certamente motivo de muita alegria e emoção. Contarei provavelmente na próxima. Todos que acompanham os meus textos entenderão e poderão participar. Vamos aguardar!

FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO DE 2016! OBRIGADO 2015, QUE SEJAMOS CADA VEZ MELHORES COMO PESSOAS.

SAUDAÇÕES A TODOS!

HENRIQUE MORAES

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12 2015

ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

NOVEMBRO AZUL PARA OS AMIGOS ANTIGOMOBILISTAS

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Dizem que o antigomobilismo é frequentado por pessoas mais experientes, geralmente acima dos 50 anos, portanto, achei bastante oportuno abordar o tema em sequência, neste momento. Acredito que a escrita tem a função de penetrar nas mentes das pessoas, modificando e solidificando os pensamentos. Considerando minha estima por muitos amigos antigomobilistas, na sua maioria acima da idade já mencionada, aconselho, imploro e almejo que todos os nobres tenham consciência do que tratamos.  Há poucos meses atrás, conversando com um amigo colecionador de automóveis antigos, me deparei com o discurso de nunca ter ido ao urologista, por conta do grande medo do famoso exame retal. Na realidade sabemos que não existe medo algum. Existe um machismo absurdo e improcedente. Uma lástima! Novembro azul para meu amigo e demais seguidores.

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Exatamente! Precisamos embalar estas campanhas, destinadas à conscientização das doenças masculinas, em especial a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata. Considero bastante importante a campanha, independente da aceitação do Ministério da Saúde do Brasil, que parece não concordar com a referida. O motivo parece científico, mas não entraremos em detalhes por motivos de minha ignorância no assunto. Seria leviano falar sobre o tema. Um debate sério para profissionais da saúde. Não quero também me alongar em assuntos pesados, pois o blog deve ser expressamente alegre,educativo, incentivador e se colocar a serviço da sociedade, neste caso, antigomobilistas.

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Vivemos em um mundo globalizado e, de forma redundante, ouvimos e vemos constantemente infinitas matérias sobre o câncer de próstata, especialmente o chamado incansável para a necessidade do exame preventivo. Parece um absurdo, principalmente se levarmos em consideração o alto grau de conhecimento que adquirimos todos os dias. A quantidade de informação que chega aos “nossos arquivos” é imensa. Mas, para surpresa geral, neste ponto, ainda vivemos no período dos homens das cavernas. Embora sejamos pessoas capacitadas para o desenvolvimento, ainda somos, em grande número, antiquados, retrógrados, preconceituosos, enfim, verdadeiros ignorantes. Desculpem os termos, mas é assim mesmo. Nada aquém do dito!

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, que entrevistou em 2013 cerca de cinco mil homens, 47% destes nunca realizaram o exame para detectar o câncer de próstata, 50 % nunca se consultaram com um urologista. Reparem que é um percentual gigantesco, justificando o apelo e necessidade de massificação destas campanhas.

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Escrevo para os homens de uma maneira geral, mas o alvo, neste caso, é o público do antigomobilismo, seres caprichosos, prolongadores e cultivadores da história. Não podemos falar de história se não cuidarmos dos nossos caminhos, futuras histórias. Deveríamos fazer parte de um mundo seleto, repleto de realizações, mas infelizmente, provavelmente tenhamos em nosso meio os mesmos percentuais acima descritos. Precisamos seguir as cartilhas e conselhos médicos, visitá-los periodicamente e, consequentemente, prevenirmos e cuidarmos de todas as doenças que possam nos acometer. Escolha um médico e o adote como um grande amigo. Caso ele não se posicione como tal, escolha outro, até o acerto.

Nada adianta o avanço emblemático e maravilhoso da medicina, se nós, homens, continuarmos como seres ultrapassados. Não é coerente falar em carros encerados, cromos brilhantes, motores como relógios, portas de geladeira, único dono, relíquias, etc., se o maior patrimônio que é a vida, não estiver sendo cuidada. Somos representantes fiéis da história do automóvel, mas devemos ser justos representantes de nós mesmos.

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Vamos pensar nos doze meses do ano como se fossem outubro rosa e novembro azul. Quem sabe se ao invés das respostas preconceituosas, diremos: “tudo azul”, rodando como mecânica revisada e pneus novos!

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De olho em quem amamos e nos espelhos que a vida nos oferece.

SAUDAÇÕES A TODOS!

HENRIQUE MORAES

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11 2015

ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

DIA DAS CRIANÇAS!

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Hoje é o dia! Dia das crianças que temos e das crianças que somos. O amante de carros antigos é antes de tudo um ser infantil, em muitos momentos, dotado da mais pura falta de amadurecimento. Muitas crianças aos seus dez anos de idade aparentam ter mais idade do que o antigomobilista. Digo isto, pensando no que me torno ao falar e participar de algumas coisas. Às vezes me sinto desanimado, começo a ver o lado ruim das coisas e, infelizmente, vejo que existem também muitas coisas ruins no meio do antigomobilismo. Neste momento, verifico que meu lado adulto, chato e cinzento está falando mais alto. Percebo então que preciso arranjar alguma motivação para voltar a ser uma criança, no auge dos meus quarenta e sete anos. Faço um exercício de regressão profunda, onde acredito retornar aos meus dez, quinze anos, no máximo. Não é uma tarefa fácil. É preciso ter muito dom e sabedoria. O verdadeiro antigomobilista se equilibra entre as atitudes infantis de uma criança e a responsabilidade necessária de um adulto. Mas, no ápice de sua responsabilidade consegue temperar os pensamentos e momentos com o esplendor da visão de uma criança.

Na semana passada, estávamos em Ubá, pólo moveleiro de Minas Gerais. Cidade simples, mas seguindo o DNA dos mineiros, extremamente acolhedora. Participávamos de um evento no horto municipal, um galpão gigantesco, cedido pelo poder público. Fomos com três carros antigos, com a família, andando cerca de 240 km de ida e outros para volta. Em certo momento, fiquei um pouco entediado, pois o calor estava muito forte e, o ser adulto dos seus quarenta e tantos, pouco afeito ao desconforto, começou a providenciar uma retirada de cena. O que estou fazendo aqui? Os carros faziam sucesso, as pessoas eram maravilhosas, o ambiente acolhedor, enfim. Mas, meu lado adulto padecia de um descanso, pois enquanto as crianças que temos dormiram durante a viagem, as crianças que somos dirigiram, tendo saído de casa muito cedo, acordado por volta das 04h00min. Por enquanto não podemos inverter esta situação, pois as verdadeiras crianças ainda são crianças. Graças a Deus, meus olhos de criança avistaram uma bicicleta antiga, Raleigh, dominada por um cidadão Ubaense. Logo, curioso, pois tenho uma destas, resolvi fazer mais um amiguinho. Cheguei firme, elogiando o brinquedo. Tática infalível, pois ele estava ali para participar, mostrar o seu objeto, lógico. Conhecemos uns aos outros, pois o vírus é o mesmo e, conseqüentemente, seus sintomas. Então, fiz com que a criança, naquele momento, não fosse traída pelo sono.

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Engraçado que no outro dia estava cedo no galpão, transbordando energia, pois o descanso havia sido energético, revigorante. Vieram me avisar que o Sérgio, meu mais novo amigo Ubaense estava me procurando. Ao encontrá-lo recebi de presente uma peça muito rara de uma bicicleta antiga também muito rara. Era um troféu de mais uma nova amizade. Coisas que somente as crianças entendem. Muitos adultos não entendem e, na maioria das vezes, confundem.

Dizemos sempre que as crianças são o futuro do nosso país. Dizemos que a educação é o principal pilar de sustentação de um país igualitário e justo, o que é fato. Queremos as crianças verdadeiros seres competitivos. Seres dotados das mais diversas sabedorias. Seres geniais, capacitados, poderosos e adultos. O mundo é assim. A vida é assim! Infelizmente somos assim!

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Se pensarmos e refletirmos sobre as horas ruins de nossas vidas, certamente nos encontraremos nos “papéis” de adultos. As coisas só parecem coloridas quando nossos olhos não estão encobertos pela poeira sistemática e intransigente dos olhares adultos. Só conseguimos momentos felizes quando as crianças que somos e as que temos comparecem e, mais do que isto, tomam conta da situação.

Parabéns as crianças deste país, seres maravilhosos, capazes de trazerem tanta alegria e pureza. Sinceramente torço muito para que nossos avanços tecnológicos e conquistas pessoais não consigam apagar a essência das crianças, pois sendo assim, apagaremos nossas vidas. O mundo é maravilhoso, verdadeiramente uma obra de arte.

Salvemos nossas crianças, salvemo-nos todos, antes que algum adulto, apenas adulto, apague, ou melhor, não acenda a velinha do nosso bolo.

Alô criançada! Parabéns!

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Em nome das crianças, agradecemos muito, embora sejamos adultos, especificamente no meu caso, somente pela data de nascimento e pelos compromissos. No restante, bonecas para elas e carrinhos para nós!

SAUDAÇÕES A TODOS!

HENRIQUE MORAES

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10 2015

ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

ANIVERSÁRIO DE PUBLICAÇÃO

QUATRO ANOS DE ESPAÇO -HENRIQUE MORAES

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Há exatos quatro anos (13/09/2011 – 13/09/2015) comecei minha história neste maravilhoso espaço que me foi concedido pelo grande amigo Márdel. Confesso a todos que embora sejam publicações mensais, existe uma entrega rigorosa, porém muito prazerosa da minha parte, pois como sabem, atuo na área da construção civil. Não sou jornalista, considero-me um audacioso, amante da escrita, da leitura e do poder edificante das palavras, desde que bem colocadas. Incluindo este, foram publicados quarenta e nove textos, quase todos seguindo a minha predeterminação de aproveitar para fazer homenagens aos que merecem destaque. Já falei de eventos, pessoas, carros, atitudes, etc. Tentei de forma superficial, falar um pouco de alguns acontecimentos envolvendo o antigomobilismo, hobby que escolhemos há alguns anos.

Tento de forma humilde, porém muito responsável, entregar aos amigos leitores um texto com sentimento. Não conseguiria escrever de outra forma. Assim são todos os meus textos, mesmo aqueles mais formais, técnicos e acadêmicos. A escrita para mim acontece no momento. Minhas palavras são medidas e colocadas ao longo do desenrolar do texto. Cada texto escrito necessita de uma inspiração momentânea. Aguardo sempre a última semana, pois sempre pode aparecer algum assunto pontual, que acho relevante colocar naquele mês. Às vezes minha inspiração vem ao olhar uma foto, ao ver alguma pessoa, num bate-papo informal.

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Nesta semana ficamos muito tristes com os acontecimentos da Europa.  Iniciando minha leitura semanal da revista Veja, logo na capa, deparei-me com a terrível foto do menino Sírio, AylanKurdi, de apenas três anos, encontrado morto em praia da Turquia. O pequeno Aylan tentava junto aos seus familiares chegar à Grécia, quando a embarcação que estavam naufragou por excesso de “passageiros”. Tudo isto, por conta das guerras que ocorrem no Oriente Médio. Todos os anos milhares de refugiados tentam escapar destas guerras, inclusive africanos. Somente neste ano de 2015 mais de 2600 pessoas morreram desta forma.

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Geralmente temos o hábito de nos consternarmos muito com o aparecimento de imagens de crianças, pois são seres maravilhosos, capazes de entrar em qualquer “canoa furada”, levadas pelos pais ou responsáveis. Eu, particularmente, fico muito chateado e triste, pois amo meus filhos, sobrinhos, afilhados, enfim, as crianças. Mas, sinceramente fico muito ressabiado com o que estamos presenciando. Uma guerra pelo poder, pelo capital. Guerras religiosas extremistas. Uma corrupção sem paradeiro, capaz de fazer de nosso povo, seres egoístas, consequentemente, muitos miseráveis.

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Peço desculpas aos amigos antigomobilistas, ao amigo Márdel, pois este espaço deveria ser usado para momentos alegres, com imagens alegres, mas antes de termos hobbies, devemos ter nossos compromissos e responsabilidades como cidadãos. Somos pessoas educadas e formadoras de opiniões. As mudanças começam em nossos pensamentos e, consequentemente, nas nossas atitudes. Cenas acontecem após procedimentos. Procedimentos acontecem após decisões. Antigomobilismo é cultura. Cultura é o ato de cultivar. Precisamos urgente cultivar o homem.

“O homem é o lobo do homem” – Thomas Hobbes, filósofo inglês da Idade Moderna.

Estou preparando o texto de número 50. Embora muito difícil, tomara que consiga o que quero. Caso contrário, ficará para o 51, 52…Será fantástico!

SAUDAÇÕE A TODOS!

HENRIQUE MORAES

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09 2015

ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE VEÍCULOS ANTIGOS
QUE AS INTENÇÕES SEJAM AS MELHORES!

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Estamos com uma nova diretoria na FBVA, sendo seu mandato iniciado em 2014. Tenho visto um bom trabalho brotando sob a batuta do Sr. Roberto Suga, evidentemente, com o auxílio dos demais membros da sua diretoria. Por três vezes pude conversar pessoalmente com o referido Presidente, sempre solícito e educado. Em todas as nossas conversas ouvi suas palavras de incentivo, principalmente no que tange a necessidade e obsessão por filiação de tantos outros, quanto possíveis, clubes junto a Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA).

Aqui na região Sudeste, presenciamos o que parecia impossível: vimos o Clube AVA-JF, muito bem comandado pelo amigo Jorge Levi, o “borboleta”, ser convidado e, de forma muito rápida, se filiar a Federação. Acho que foi um “tiro certeiro”, pois considero que a união, neste caso, só trará grandes benefícios para o antigomobilismo. Vi também a filiação do Passat Clube do Rio de Janeiro, fundado há poucos meses, mas filiado de imediato, outro clube com pessoas maravilhosas, que certamente enriquecerão o nosso meio. Há muito tempo tenho dito em voz alta sobre este pessoal. São personagens que não deveriam estar afastados de tudo que prezamos no antigomobilismo.

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Estes dois grupos fazem excelentes trabalhos em nossa região, extensivo ao território nacional. Basicamente são profundos conhecedores dos carros antigos, com a grande vantagem de pensarem de forma simples, porém dentro de alguns importantes valores atuais.

Percebo que a FBVA vem buscando mitigar a distância que segregou alguns pensamentos e atitudes. Fico muito feliz, pois acredito que importantes passos estão sendo dados para a democratização do antigomobilismo. Democratizar sem perder a essência, principalmente os avanços conseguidos ao longo dos anos. Não podemos pensar em carros antigos apenas levando em conta nossas unidades, nossos eventos, enfim, precisamos nos conscientizar que existe uma legislação vigente para automóveis, especificamente nas licenças para tráfego de veículos. Grandes homens, importantes figuras, pensaram muito além e, conquistaram em épocas passadas o “direito de ir e vir” dos carros antigos. Já falei por aqui um pouco sobre as placas pretas, reconhecidamente a maior conquista dos antigomobilistas ao longo dos anos. Ao democratizar e abrir novas fronteiras, estará a Federação avolumando e ecoando as necessidades dos antigomobilistas. Novas cabeças pensantes, novas maneiras de enxergar e fazer, uma nova forma de gerir. Não devemos pensar que a quantidade fará a qualidade, mas uma maior quantidade com qualidade, certamente trará novos rumos e uma blindagem significativa das conquistas, que muitas das vezes, até de forma imperceptível para a maioria, ameaçam desmoronar. Embora pareça de difícil entendimento, resumidamente significa dizer que não podemos apenas olhar o que precisa melhorar, pois precisamos efetivamente manter o que já foi conquistado, no seu mínimo. O passo atrás é aceito, desde que seja para a modificação do não anda corretamente.

Tenho um pensamento muito firme, modesto, de que carro antigo é a forma marcante de conservação da história do automóvel, sempre considerando o glamour visto pelos olhos emotivos das pessoas, sejam os olhares dos colecionadores, agentes que possuem, ou dos que apenas admiram.

A Federação Brasileira de Veículos Antigos certamente necessita de novas e maiores arrecadações, dinheiro vindo dos clubes filiados em suas diversas maneiras de pagamentos pelos seus serviços. Então, nada é por acaso. Obviamente, conhecendo um pouco destes clubes, tenho certeza de que nenhum destes se filiaria, caso não houvesse uma sincronia e alinhamento de pensamentos. Sem dúvida, este é um dos grandes méritos do Sr. Roberto Suga, neste momento. A democratização com pulso forte poderá fortalecer muito o antigomobilismo. A união entre os conservadores com os novos rumos certamente trarão excelentes resultados. Carro antigo não é quanto vale, nem tão pouco quem é você ou o que você tem. Isto apenas serve para alguns grupos ou clubes.

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Qualquer crescimento somente se dá pelo desfecho de grandes debates. E grandes debates acontecem com a propagação dos diversos pensamentos. Sendo assim, apreciar a opinião alheia, dos que vem mostrando relevantes serviços ao antigomobilismo é a maneira mais competente de gestão. Melhor errar abraçando do que acertar empurrando e, consequentemente, segregando. Um erro sem perdão!

Torço muito, sinceramente, que este modelo de gestão tenha bons resultados, pois ouvir a voz do povo significa amealhar simpatizantes. Quando falamos em conservação da história estamos falando em cultura. Dar acesso ao povo significa melhorar o Brasil em que vivemos. Se não for com este pensamento, significa vaidade, palavra redundante nos meus textos, porém execrada por mim.

Vamos seguir em frente Sr. Suga! Não sou partidário, nem tão pouco pretencioso, mas apoio e enalteço o que, a princípio, me parece bastante razoável. De certo que o simples fato de amealhar a agregação significa muito. Quando falamos a palavra Federação queremos exprimir algo grande, que ocupe espaço dentro do território Nacional e, que principalmente, nos represente de forma democrática e sem restrições.

Particularmente, embora não seja um chefe gourmet, tenho uma receita infalível para degustação e agrado de todos: simplicidade, competência, perseverança, educação, valorização, lealdade, camaradagem, honestidade, ouvir, falar, expressar, capricho e luxo. Lembrando sempre que luxo não só estará num maravilhoso bife de fílé mignon. Poderemos encontrar num simples prato de arroz e feijão. Nossa! Exatos 12h:30min., deu água na boca! Com certeza pelo menos o segundo prato eu encontrarei posto sobre a mesa da minha casa. Graças a Deus!

Antecipadamente agradeço os desejos de feliz aniversário. Hoje, 13 de agosto é o dia!

SAUDAÇÕES A TODOS!
HENRIQUE MORAES

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08 2015

ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

VIÇOSA, EXEMPLOS A SEREM SEGUIDOS!

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Neste exato momento, 12 de julho, estamos participando da III edição do evento de carros antigos, denominado ESAV, promovido pela AAVI (Associação de Antigomobilismo de Viçosa), realizado na cidade de Viçosa, nas dependências da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Estamos a aproximadamente 270 km de Teresópolis, já no estado de Minas Gerais e, por uma união de fatores, resolvemos por esta visita.

Segundo apuramos, a UFV é a principal fonte econômica da cidade de Viçosa. Uma Universidade com um campus grandioso, oferecendo diversos cursos, reconhecidos em todo o território nacional. Cursos em sua maioria voltados para as atividades do agronegócio. A universidade foi fundada em 1926, com a denominação de ESAV (Escola Superior de Agricultura e Veterinária), pelo então Presidente da República, Arthur da Silva Bernardes.

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Conhecendo algumas Universidades públicas em vários estados do País, garanto que, a UFV muito bem representa o cuidado com as suas instalações. Local bucólico, com suas dependências muito bem conservadas. Segundo informações, cerca de vinte mil alunos estudam no complexo, compreendido por três Campus, Viçosa, Floresta e Rio Parnaíba. Para aqueles que gostam do meio acadêmico, vale a pena conhecer a Universidade, pelo menos acessar o endereço eletrônico e, evidentemente, conhecer os diversos projetos que oferecem. Não tentarei enumerá-los, pois certamente seria incompleto. Visitei uma parte das instalações, uma pequena parte, vibrando com cada espaço. Um mundo maravilhoso! Pessoas a cargo do saber, da cultura, da busca pelo conhecimento. Visitei a Biblioteca central, um prédio com quatro ou cinco andares. Fizemos uma refeição no que denominamos “bandejão”. Enfim, aproveitei para mostrar um pouquinho deste vasto mundo acadêmico para os meus filhos e sobrinhos, na iminência de cursarem suas graduações. Aqui, por exemplo, poderão cursar medicina e engenharia civil, basicamente o que estão propensos.

Falando um pouco sobre os carros antigos, fiquei muito satisfeito com o que vi. O evento acontece juntamente com uma festividade denominada “Semana do Fazendeiro”. A UFV apóia ambos os eventos, cedendo suas dependências. O prédio “principal”, verdadeira obra de arte da arquitetura, tem a sua frente um belíssimo gramado, com o adorno luxuoso das palmeiras imperiais, acredito que próximas do centenário. Dentro daquilo que considero ideal para o sucesso do evento de carros antigos, aqui é perfeito!

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Sempre importantes para mim, as pessoas envolvidas no evento são um caso a parte, merecendo meus sinceros elogios e homenagens. Primeiro, devo agradecer o Luciano Baião, professor da Universidade com várias titulações, meu contato inicial (ressaltar a importância de um primeiro contato amigável e acolhedor, uma chamamento à receptividade), um dos fundadores do Grupo AAVI. Depois, enaltecer a camaradagem e simpatia do Gustavo, funcionário do gabinete da Reitoria, pessoa igualmente maravilhosa. Tentando ser justo com todos, preciso mencionar os nomes dos também muito importantes e amigáveis, Bruno, Marcio Lucca, Marcos “Mixirica” (assim todos o chamam), Denis, Renato, enfim, agradecer e parabenizar todos os integrantes, organizadores e colaboradores deste maravilhoso grupo. Sendo repetitivo em minhas humildes colocações, aqui encontramos simplicidade, eficiência, comprometimento, receptividade e camaradagem. Conhecemos pessoas maravilhosas, preocupadas com essências fundamentais no convívio humano. Ficaremos por mais um dia, pois não nos deixaram retornar.

Em tempos tão preocupantes, onde nossos sistemas políticos, econômicos e sociais encontram tantos gargalos nas suas trajetórias, encontramos uma pequena, porém muito importante parte que funciona. Um Brasil que queremos e merecemos. Vale muito à pena conhecer Viçosa, a UFV e este grupo ímpar.  UMA SURPRESA MUITO AGRADÁVEL!

SAUDAÇÕES A TODOS!

HENRIQUE MORAES

13

07 2015

ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

“SE MEU FUSCA FALASSE”

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Fusca, o carro que melhor representa o perfil do Brasil e, consequentemente, do povo brasileiro. Um carro que ao longo dos anos alcançou o brasão do mais vendido no país. Popular, um fora de série, com mecânica nada rebuscada, mas com a confiabilidade de poucos. Considerado por muitos e amado por todos.

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Não vamos falar tecnicamente sobre o carro, pois todos já conhecem suas linhas, modelos e história. Vamos abordar um pouquinho do que vemos no mundo do antigomobilismo, principalmente pelo muito que representa na vida da maioria dos cidadãos brasileiros. Toda exposição ou encontro de carros antigos, que se preza, necessita ter um espaço reservado para a “joaninha”, pois muitos são os colecionadores e, principalmente, os que curtem. A história dos automóveis no Brasil se confunde com a presença maciça dos fuscas nas estradas e avenidas do País. Difícil olhar uma foto ou gravação de algum vídeo nas décadas de 60, 70 e 80, que não apareça uma enorme quantidade de fusca.

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Garanto que qualquer pessoa tem alguma história para contar sobre o fusca, ou vivida dentro de um fusca. Grande parte dos brasileiros que viveu sua juventude entre as décadas de 60 e 90, teve como seu primeiro carro o fusca. Eu mesmo tive como meu primeiro carro um exemplar 1985, famoso Fafá, com kit 1600, transformado para gasolina, pois o álcool, fabricado neste ano, era ruim. Ele brilhava, tinha bancos da antiga Procar, rodas da Mangels e volante do Passat TS dos anos 80. Era um carro valente! Certa vez, tive um grave problema no Rio de Janeiro, onde o motor se incendiou, algum problema na parte elétrica, chegando a “torrar” a tampa traseira. Era um sábado e consegui levar um mecânico até o local para diagnóstico dos efeitos causados. Após alguns minutos, conseguimos providenciar algumas poucas peças novas, trocando-as e, em seguida, colocamos o “guerreiro” para rodar. Tirando o problema com a tampa da mala, o cheiro de queimado e a quantidade de pó do extintor usado para apagar o fogo, o carro parecia novo, ou melhor, sem qualquer problema. O carrinho danado de bom! Ah, lembrei-me de que o fusca também possuía um toca-fita Roadstar de bandeja, com um amplificador Tojo. Dentro daquela maravilha de acústica o som era perfeito para aquela época. Lembro que era solteiro, tinha tempo livre nos fins de semana e vivia buscando novidades para incrementar o carro. Buscava adesivos “maneiros”, colocava o painel para acender mais forte, com lâmpadas azuis, já que originalmente as cores eram verde ou amarelo. O painel é acessado facilmente pela mala, retirando aquele papelão.

Tenho um amigo que possui um fusca muito interessante e dizem, não sei se é folclore, que a ex-esposa lhe disse: “o fusca ou eu”? Posso assegurar que o fusca continua em sua propriedade e o prefixo já diz tudo. Não quero dizer que o fusca valha mais do que a esposa, mas fica o relato.

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Tenho uma piada que geralmente conto para os “fuscamobilistas” sendo: o camarada foi abastecer seu fusca no posto e parou logo atrás de um Porsche. Era uma rodovia e os dois carros saíram juntos após o abastecimento. Pegaram uma reta e o Porsche alcançando 100 km/h ouviu uma buzina e ao olhar no retrovisor, avistou o fusca colado na sua traseira. Resolveu acelerar até os 150 km/h e a cena se repetiu, o danado do fusca continuava na mesma posição buzinando. Aí, o seu lado vaidoso e competitivo falou mais alto e chegou aos 250 km/h e, mais uma vez, o fusca estava no seu retrovisor. Resolveu parar no acostamento, ato seguido pelo motorista do fusca. Então, desceu do carro e perguntou: Que fusca é este irmão? Está com motor de Porsche? Irado! O motorista respondeu: Que nada, é um motorzinho 1300 original. Estou desde lá do posto tentando avisar o senhor de que o meu para-choque está agarrado ao seu para-choque. É uma piada, mas já ouvi histórias parecidas e verdadeiras (pelo menos assim descrevem). Inclusive, existem fotos comprovando tal situação, publicadas neste momento. Vejam as fotos dos velocímetros dos carros aqui mencionados.

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Enfim, presto minhas homenagens ao fusca, querido fusquinha, um carro amado por todos, que merece estar presente em cada garagem de colecionador brasileiro. Sem dúvida nenhuma é o carro brasileiro mais importante em toda história do automóvel no Brasil. Dizem que peças para fusca são vendidas em farmácia, padaria, açougue e até mesmo em autopeças. O que não está muito longe de ser verdade.

VIVA O FUSCA!

SAUDAÇÕES A TODOS!

HENRIQUE MORAES

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06 2015

ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

ATRAVESSANDO A CRISE COM CARRO ANTIGO E ESTRATÉGIA

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Este ano, especificamente, temos promessas definitivas de sérios apertos econômicos, onde as famílias e empresas necessitam abrir os olhos. Sabemos que o País atravessa uma crise financeira e política, onde o cidadão começa a acordar e pior, começa a se debater, numa demonstração de inquietação e não aceitação da corrupção, dos desmandos, enfim, das faltas graves cometidas por uma minoria, porém uma minoria avassaladora e influente.

Neste momento, peço permissão aos leitores e amigos para transbordar um pouco do que considero um pequeno conselho, mas importante de ser dito, sendo: pensem muito bem antes de deixarem que nossas crianças, ou melhor, nossas mentes, nossas vontades, ultrapassem a realidade em que vivemos. Conheço muitas pessoas que continuam dando vazão às suas vontades, vaidades para alguns, em detrimento aos fatos reais.  Muitos necessitam apresentar ilusões na expectativa de colherem abraços e apertos de mãos. Precisamos refletir sobre o momento do País, mas principalmente, sobre nossos momentos, profissionais e familiares. Lógico que cada momento é pessoal, pois existem os abonados, onde nada que aconteça ameaçará sua realidade. Mas não é para estes que escrevo, embora acredite que muitos estão inseridos neste contexto de pensamento e atitude.

Comecei falando sobre a atual situação do País com a intenção de alertar os expositores e organizadores. A maioria dos eventos tem a participação e colaboração da política local, geralmente o poder executivo ajuda e acaba por fazer política com o fato. Este ano, muitas prefeituras estão com suas “torneiras” fechadas, pois além da crise, há o medo de denúncias de passos errados, bloqueando, desta forma, o auxílio do setor público. Então, é extremamente necessário que os organizadores pensem bastante antes de elaborarem seus projetos de eventos. Aos expositores, recomendo cautela na hora de escolherem seus eventos, pois muitos não abriram os olhos para o custo altíssimo de participar de alguns. Devemos levar em consideração não somente os custos, mas sim o custo/benefício. Programação orçamentária é fundamental. Os organizadores precisam elencar no estudo da sua programação todos os custos pertinentes a cada etapa e item, pois correm o grande risco de erros e prejuízos. Alertados sobre a situação, devem procurar o equilíbrio e, desta forma, o acontecimento do evento, dentro dos parâmetros viáveis para as partes.

Conheço alguns eventos que não estão dentro destas perspectivas e que, fatalmente, tenderam ao erro, consequentemente, ao fracasso. Fracassar significa abrir espaço para outros eventos e naturalmente para o esquecimento e desprestígio.

Falamos, desde sempre, que o antigomobilismo não deve estar a serviço apenas das pessoas abonadas financeiramente, mas que deve premiar as pessoas com boa conduta, com bons carros, pessoas que prezam pela qualidade, enfim. Devemos entender que neste momento a realidade do País é outra. Conheço organizadores de eventos maravilhosos, reconhecidos na região Sudeste, que neste ano, não farão seus eventos da mesma maneira que fizeram os anteriores, justamente pensando no momento atual. Para que colocar o nobre colaborador, parceiro, neste caso o expositor, em situação difícil? Vamos pensar gente!

Estamos na hora de pensamento administrativo e estratégico. Melhor um almoço bem feito do que um evento “micado” e esquecido. Evento de carro antigo não deve concorrer com pagamento, justo ou não, da conta de luz, do aluguel, do aumento tributário na empresa, dos salários, da educação dos filhos, enfim, primeiro o que alimenta depois o que enfeita. Carro antigo é hobby, prazer hoje e sempre, não somente hoje. Pensar em sustentabilidade do antigomobilismo é acima de tudo perpetuar o homem e sua família, através da saúde física e financeira.

Tenho pensado muito sobre este assunto, pois vejo algumas disparidades embutidas no antigomobilismo. Vejo preços exorbitantes sendo oferecidos em carros antigos, sem entrar no mérito da justiça, mas entrando sim, na atual realidade financeira e econômica que passamos e enfrentaremos, segundo opinião de estudiosos e especialistas. Para que deixar de lado alguns conselhos se não somos tão autossuficientes, nem mesmo como País?

Digo sempre aos meus amigos, principalmente os mais novos: vamos juntos colocar os carros antigos e nossas paixões nas estradas, mas nunca podemos nos esquecer dos nossos compromissos, das nossas famílias, das nossas responsabilidades. A maioria dos políticos nos abandona, mas não somos iguais. Se fôssemos, não estaríamos aqui.

Desculpem as palavras, mas para isto estamos escrevendo neste espaço. Sempre disse que escrevo com o que o coração pede. Acho que qualquer espaço íntegro da mídia deve ter o compromisso com a verdade, com a realidade, mas principalmente deve ajudar no conhecimento e esclarecimento, assim, através da troca de pensamentos, possamos aprender e melhorar nossas condições atuais e, talvez, mudar um pouco o nosso País.

Estamos no momento da insatisfação, do protesto consciente, da demonstração de sabedoria, de controle, pois mais uma vez pagaremos a conta. Vamos pensar e agir. Pensar no que fazer e agir de forma consciente.

Se estiver errado, vejam quantos eventos fracassaram e quantos acontecerão neste ano. Veremos então no próximo ano. Hoje estou falando sobre aspectos políticos e econômicos, mas ao longo do tempo tenho alertado sobre outros importantes temas.

O ano de 2015 será de feijão com arroz. Hora de colocarmos nossa criatividade no jogo. Ano de plantarmos e buscarmos nossos alimentos mais essenciais. Que Deus continue nos abençoando, para continuarmos pensando e agindo.

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Não podemos ficar com cara de perdidos. Não podemos deixar apodrecer, acabar. Não podemos chorar. Devemos nos reunir, pensarmos juntos. Precisamos da vitória, pois o antigomobilista é um vencedor. O carro antigo é a nossa festa! As imagens dizem tudo.

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SAUDAÇÕES A TODOS! PARABÉNS MAMÃES!

HENRIQUE MORAES

13

05 2015

ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

DESCARBONIZAR”, FUNCIONAR O ESTILETE, ABRIR O SEGUNDO ESTÁGIO, PASSAR A 5ª MARCHA, ENFIM AQUECER OS MOTORES.

Tivemos um Domingo muito especial, principalmente por estarmos nos assentos, sempre aconchegantes, dos nossos carros antigos. Resolvemos prestigiar um pequeno encontro na cidade de Petrópolis.  Ás 7h00min. estávamos no local determinado para encontro e partida, o posto do também antigomobilista, Renildo.

Colocamos em fila oito carros antigos, sendo que alguns levavam amigos como carona. Partimos com os devidos carros abastecidos e certos de um grande passeio. Posso afirmar que nossa cidade é privilegiada pela natureza exuberante e, neste dia, especificamente, tínhamos uma manhã maravilhosa. A estrada que liga Teresópolis a Petrópolis é uma serra linda, passando por Itaipava, outro local paradisíaco. As fotos revelam o que afirmo.

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O que acho muito interessante nestes passeios é a diversidade de personalidades envolvidas. Contamos com o Toninho, mestre das restaurações, Vinicius e Rafael, doutores dos nossos melhores amigos (os cães), Leonardo Albuquerque, homem das agulhas anestésicas, Thiago, contador de história e empresário, Sérgio, administrador, Sidnei, cirurgião Buco-Maxilo-Facial (acho que é isso), Magrinho, mecânico, Léo, não sei ao certo seu trabalho, Mineiro, tio do Thiago, Renato, estudante de engenharia, senhor Waldir, dispensa apresentação e eu.

O passeio começa com uma carreata pela cidade, depois começamos a subir a serra, uma paisagem de cinema. Neste momento, a Brasília do Rafael começa a empurrar todos os demais carros, pois além da força do carro, o camarada tem o “pé pesado”. Fizemos uma parada para as fotos e brincadeiras,seguindo viagem. Chegamos a Itaipava com fome, ou seja, pausa para o café. Saímos e entramos na BR-040, rodovia sensacional. Acredito que andamos cerca de 15km nesta pista. Aí sim, “abrimos o segundo estágio e descarbonizamos”. O Thiago estava com o Opala 6cc e o ronco estava bonito! Eis que o Rafael por diversas vezes nos esperou, parado na pista. Ficou aproximadamente meia hora nos esperando. Depois resolveu nos telefonar, pois estava muito à frente e gostaria de saber o que havia acontecido. Neste momento, o Rafael descobriu que estava atrás de nós e nos aguardando. Brincadeira, andamos em grupo e sempre juntos. Às vezes alguém se desgarra um pouquinho, mas logo o comboio é refeito. Antigomobilismo é sinônimo de respeito, companheirismo e amizade, sempre.

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Chegamos ao evento, extremamente simpático, embora simples.  Carros, amigos e conversa fiada. Uma reunião, pretexto para sairmos com os carros e brincarmos um pouco.

Os leitores certamente estão sentido falta das esposas e namoradas, mas este passeio é muito rápido e resolvemos que voltaríamos para o almoço em família. Alguns, solteiros e descompromissados com a hora, resolveram ficar em Petrópolis, visitando uma velha e conhecida churrascaria.

Resolvemos voltar, desta vez, deixando quatro carros para traz. Uma volta tranquila, porém, mais sisuda, pois as esposas estavam no nosso encalce. Parei no mirante, bem no meio da serra, pois estava verdadeiramente à frente dos demais, ou seja, o “passatinho” estava aquecido e com o segundo estágio aberto, redondinho, “na ponta dos cascos”. Quando chegaram estava saboreando um chá gelado, ou melhor, terminando. Para fazer uma brincadeira derradeira, quase me afogo como o tal chá.

Esta história é uma simples forma de mostrar aos nobres colecionadores e amantes dos carros antigos qual a maneira de manter as relíquias em bom funcionamento. Carro é igual a mente: parado estraga. Se não fossem feitos para andar, seriam “autoimóveis”, conforme alguém já disse.

Obrigado meu Deus pelo Domingo, pelos meus amigos antigomobilistas e pai companheiro. O mundo é da cor que queremos e, muitas das vezes, da maneira como fazemos as coisas acontecerem. As coisas ficam cinzentas, o fim do túnel escurece e some, mas muitas cavernas nos surpreendem no seu ponto final. Os lagos mais lindos do mundo estão nas entranhas das cavernas.

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Valeu turma! Muito obrigado.

SAUDAÇÕES A TODOS

HENRIQUE MORAES

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04 2015

ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

RESTAURAÇÃO, UMA TRAJETÓRIA PARA POUCOS!

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Haja coração!

Sim, haja coração para tamanha emoção. Haja coração para tantos percalços e desafios. Restaurar veículos antigos, um produto satisfatório, trafegando por caminhos espinhosos. Lógico que não podemos generalizar, pois existem muitos caminhos da excelência, mas em sua maioria… Poucos, muito poucos, possuem estrutura apropriada para tal serviço.

Restaurar, ato de recuperar, revigorar, trazer algo perdido. A grande maioria dos amigos que tenho e fizeram restauração em algum carro antigo, queixa-se dos mesmos problemas: componentes caros,demora na entrega, dificuldade de encontrar peças, mas principalmente, reclama da carência absurda de profissionais especializados que, realmente, queiram fazer o serviço. Primeiro, um grande profissional, caprichoso e conhecedor para desmontar cuidadosamente o carro, retirando cada peça, sem perder nenhuma, mesmo com risco acentuado, da maior a menor. Segundo, um lanterneiro capaz, organizado e afim. Terceiro, um grande pintor, rigoroso e estudioso. No meio destes, um grande profissional, amante da arte, que conheça e tenha paciência em procurar peças ou delegar a terceiros a restauração das mesmas. Por último um grande montador, geralmente o mesmo profissional do desmonte. Neste intervalo entre profissionais temos o capoteiro, o cromador, o eletricista, o mecânico de carros antigos, aquele que ainda lida com carburadores, por exemplo. Enfim, uma gama de profissionais dedicados.

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Nas cidades pequenas, os bons profissionais do mercado que trabalham com lanternagem e pintura,não conseguem trabalhar apenas com carros antigos, pois a demanda é baixa. Preferem fazer carros usados com pequenos reparos, que justificavelmente trazem mais lucro. As oficinas brigam diariamente por espaço e, neste caso específico, os carros antigos, em serviços de restauração acabam ocupando espaço por tempo muito maior, o que traz sérios problemas. Por isto, cada vez mais, fica escasso o profissional ou oficina que faça restauração de carros antigos. As restaurações ficam por conta das oficinas especializadas, nestes casos, então, se o colecionador não possui-las em sua cidade, certamente terá de enviar o seu automóvel para fora.

Quem já fez restauração sabe o quão penoso é fazer tal operação. A maioria diz que fez pela primeira vez e não fará mais. Ou seja, caso queiram carros impecáveis, preferem os já prontos, mesmo que com preços maiores, pois o custo/benefício é muito melhor. Lógico que existem os colecionadores que gostam das restaurações, pois além de tempo, capital e paciência, dispõem de profissionais certos para tal.

Estes e mais alguns fatores contribuem muito para o aumento, denominado estratosférico, dos preços dos carros. A valorização dos carros antigos aconteceu pelo crescimento do hobby no Brasil, mas principalmente pela valorização do trabalho de restauração. Tudo, além de escasso, se tornou caro. Hoje, os carros novos possuem peças descartáveis, ou seja, bateu coloca outra e pinta. Então, o profissional lanterneiro está perdendo campo e desaparecendo do mercado. O Brasil não se preparou para cultivar sua históriaantigomobilista.

Talvez seja mais fácil conseguir peças para carros antigos importados do que para os nacionais. Algumas montadoras não conseguiram, nem sequer, manter em seus arquivos os catálogos de peças, com seus respectivos códigos e aplicações. Restaurar dentro da originalidade torna-se, então, uma tremenda pesquisa, capaz de fazer do restaurador um az dos estudos e, consequentemente, do conhecimento.

Sendo assim, parabenizo os amigos que possuem além da ferrugem, o espírito da restauração fluindo em suas veias. O que seria do antigomobilismo sem os restauradores e seus profissionais?

Quer carro antigo barato? Tente tomar para si as nuances da restauração. Por fim, verás que tempo, trabalho e conhecimento custam dinheiro. Ou seja, carro antigo BBB (bom, bonito e barato), aguarde “sentado” a chegada de Papai Noel. Então, no final… Alegria, muita alegria!

Lembre-se: alegria não tem preço. Vamos restaurar!

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SAUDAÇÕES A TODOS!

HENRIQUE MORAES

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03 2015