O AUTO E VOCÊ

BLOG GARAGEM DO MÁRDEL PERGUNTA

AO AMIGO

Nome: Fernando Pavani

Idade: 25 anos

Naturalidade: Brasileiro

Onde Reside: Pelotas-RS

Profissão: Comerciante

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1- BGM – Qual é o seu carro antigo preferido?

Sem dúvidas, a linha Chevrolet Opala. É um modelo que fez parte da minha vida, mas também de tantos outros brasileiros. Também tinha uma gama de versões que iam do popular ao luxuoso, passando pelo esportivo. Fora todas as virtudes (e máculas) que já são conhecidas.

2- BGM – Quando criança, qual era sua relação com o carro?

Sempre foi uma relação muito próxima, íntima até. Aprendi a ler com menos de 4 anos de idade, em virtude das revistas automotivas. Sempre preferi miniaturas à bonecos de ação. Reconhecia todos os modelos de automóveis, bem como algumas características como siglas das versões ou cilindradas.

3- BGM - Qual carro mais marcou sua infância, adolescência e juventude?

O Opala sempre foi um carro que fez parte da minha história, mas só se tornou o preferido quando meu pai adquiriu um, quando eu tinha uns 4 anos de idade. Até então, meu pai havia tido dois Voyage, e esse era meu carro preferido.

No entanto, logo em seguida o Opala passou a fazer parte da minha vida. Quando a internet chegou lá em casa, em 2000, isso se tornou ainda mais evidente, pois podia colecionar fotos sem nenhum custo. E logo passei a movimentar campanhas pra que o carro da família fosse um Diplomata, o que só ocorreu mais tarde.

4- BGM – Com que idade aprendeu a dirigir, qual carro e de quem era?

Aos 9 anos de idade, meu avô confiou o volante de sua Omega Suprema pra que eu ensaiasse os primeiros passos. Foi ele quem me iniciou no mundo antigomobilista, onde o acompanhava em alguns encontros pequenos locais e ouvia suas histórias repletas de saudosismo.

Com 10 anos de idade, tive algumas lições mais completas ao volante de um Corsa Sedan, também sob a supervisão dele.

Embora meu pai sempre tenha sido um incentivador e parceiro pro mundo dos automóveis, as primeiras lições ao volante ficaram a cargo do meu avô. Se hoje dirijo bem, credito isso à ele. Se dirijo mal, credito ao CFC.

5- BGM – Qual foi seu primeiro carro, que idade tinha? Fale um pouco dele.

Foi um Diplomata SE 1988, com motor 250-S de fábrica, na cor bege Arpoador com interior monocromático marrom. Esse carro chegou na família quando eu tinha 16 anos de idade, e quando aprovado na prova da habilitação, meu pai entregou as chaves dele.

Na ocasião, era o carro da família, mas passou a ser o meu carro. E logo ele foi pra restauração, onde ficou por um bom tempo, deixando toda família a pé.

6- BGM – Conte algum fato a bordo de um carro que marcou sua vida.

Junto com esse Opala, vivi muitas histórias politicamente incorretas. Mas me recordo de um dia onde ignorei um princípio de superaquecimento pra evitar ser ultrapassado por uma Marea Weekend.

No posto, enquanto um mecânico fazia um conserto provisório, pra que eu pudesse retornar pra casa, um amigo foi me socorrer com um Marea Sedan. Sabendo da história, com o Opala funcionando, resolvemos tirar a prova. Foi a vez de quebrar a caixa do Opala, um dente da engrenagem da segunda marcha.

7- BGM – Que carro atual de uso diário você tem e o que acha dele?

Uso um Hyundai Azera V6 da família. O grande problema desse carro é encontrar um substituto: não vejo nenhuma alternativa com o mesmo nível de conforto, confiabilidade, desempenho e liquidez sem que precise investir 2 vezes ou 2 vezes e meia o valor dele.

8- BGM – Como vê o movimento do Antigomobilismo no Brasil?

Enxergo como um movimento amplo e abrangente, mas bastante segmentado. Como em qualquer ramo, há conflitos de interesses, mas que no caso em pauta, não se sobrepõe ao motivo maior, que é o automóvel antigo.

O antigomobilismo, de forma indireta, movimenta a economia e gera muitos empregos. Isso exige uma especialização cada vez maior dos profissionais. Pela união dos antigomobilistas, maus-profissionais ou golpistas, de forma geral, tem vida curta no ramo. Isso é sempre admirável.

9- BGM – Participa de algum clube de veiculo antigo? Fale um pouco dele.

Em 2005 fui convidado a participar do Veteran Car Club de Rio Grande-RS, cidade vizinha a que moro. É um clube que hoje está discreto, embora o cenário antigomobilista em Rio Grande seja bem movimentado.

Em 2008, junto com um amigo, idealizamos a Confraria do Opala, onde realizamos alguns encontros pra comemorar os 40 anos do Opala- o que, modestamente, fizemos com maestria.

Desde essa época, participo regularmente dos eventos da AVASUL, que promove eventos mensais em Pelotas e prestigia vários outros encontros pela região, proporcionando um ambiente familiar e muito interessante.

Depois, meu envolvimento com os bastidores dos clubes retornou em 2015, com a fundação do SinPic-RS, um grupo de amigos que participou das mais diversas fases do antigomobilismo aqui no estado. Cada qual de uma localidade distinta, nossas reuniões ocorrem sempre com um churrasco feito nos encontros tradicionais do Rio Grande do Sul (Expoclassic, Quinta Clássica, São Marcos).

10- BGM – Deixe uma mensagem aos amigos antigomobilistas e leitores deste Blog!

O antigomobilismo é um dos poucos movimentos que conheço capaz de prover união e quebrar distâncias ao se fazer novos amigos.

Nesse sentido, digo que o blog Garagem do Márdel reflete com fidedigna precisão o espírito antigomobilista- muito pelo carisma de seu autor, é verdade.

Agradeço o convite para participação dessa entrevista, pelo qual fiquei verdadeiramente lisonjeado.

Um forte abraço a todos!

ABAIXO FOTOS DOS CARROS DO FERNANDO

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03 2017

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