ESPAÇO HENRIQUE MORAES – TERESÓPOLIS – RJ

VALOR SENTIMENTAL! EXISTE ATRIBUIÇÃO?

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Dizem que o carro antigo é valorizado por se tratar de relíquia. Peça rara que faz parte da história do automobilismo, seja nacional ou internacional. Estando em território brasileiro, pode ser nacional ou importado. Atribuir valor a uma relíquia é uma árdua tarefa. Valor de mercado, valor verdadeiro e valor sentimental. Qual ou quais usar? Se for para vender é uma coisa. Se for para achar que vale é outra. Esta última a melhor. Eu acho que vale, é meu!

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Alguns antigomobilista usam a seguinte frase: meu carro tem um valor tal, pois atribuo um grande valor sentimental neste preço. Valor sentimental pode ser expresso por diversas maneiras. Exemplos: carro que pertenceu a alguém da família; carro que conquistou tal façanha; meu primeiro carro; carro que aprendi a dirigir; carro recuperado depois de anos, etc.. São tantos os apelos possíveis. Com o passar do tempo, qualquer carro que possuímos, começa a criar um elo, uma história, com o proprietário. Se considerarmos que pessoas se apegam a objetos como uma normalidade, sempre teremos vinculação ao valor sentimental. Aqui levamos sempre em conta que o público alvo deste espaço é o antigomobilista, seja colecionador ou admirador. De fato, são pessoas que gostam da preservação da história e, sendo assim, das suas relíquias.

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O maior problema do valor sentimental é que ele só existe para você, no máximo estendendo-se para a família que, obviamente, participe deste enredo. Não adianta achar que qualquer observador ou propenso comprador fará “menção honrosa” a este sentimento, pois é seu. Tais exemplos acima citados, essencialmente, são importantes apenas para você. Qual importância terá para um terceiro, dizer que a sua referida relíquia tenha sido o seu primeiro carro na vida? Para ele será mais um carro antigo.

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Não devemos confundir o valor sentimental, aqui abordado, com o valor histórico. Um carro antigo que pertenceu ao Ayrton Senna, por exemplo, terá um grande valor histórico atribuído. Este exemplo, talvez seja um dos poucos, que carrega também um enorme valor sentimental no seu preço de venda. Podemos dizer, neste caso, que o valor histórico se confunde com o valor sentimental. Uma junção de valores difícil de ser separada.

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Muitas são as vezes que recebemos de terceiros o seguinte questionamento: Quanto vale o seu carro? Vou melhorar: Quanto vale esta joinha (diminutivo de jóia)? A resposta vem incisiva e “melada”, exatamente adoçada pelo valor sentimental: Não tem preço! E aí começam as explicações. Repetindo que são suas explicações – Este carro tem uma história… muito importante, portanto, um grande valor sentimental… No mercado vale xis, mas devido a tudo isto, vale três xis – Aí vem à réplica: Tá louco! E a tréplica: Tem alguma placa escrita vendo aqui? Compra outro então! É exatamente assim que acontece.

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Eu sempre digo que sou apegado aos meus carros, pois todos tem alguma história importante comigo. Um exemplo muito claro é o meu Fusca 85, o Odisseu. Não é o exemplar mais lindo do Brasil, mas nenhum outro tem a sua história. Foi o meu primeiro carro na vida e exatamente ele, voltou a ser meu, vinte anos (por isto o nome Odisseu, vide mitologia grega) após eu tê-lo vendido. Não existe outro Fusca igual a este. Somente este Fusca, cadastrado sob este número de chassi poderia criar este valor sentimental.

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Parece papo de louco, mas sabemos que não é. Os nobres amigos “loucos”, como eu, entenderão plenamente o significado de cada palavra escrita. Vamos seguindo, resgatando histórias, preservando o passado e, consequentemente, o futuro.

Aproveito a oportunidade para mais um ano desejar FELIZ DIA DAS MÃES para nossas queridas e importantes mulheres deste Brasil, em especial as nossas antigomobilistas, companheiras inseparáveis de sempre. PARABÉNS MAMÃES!

SAUDAÇÕES A TODOS!

HENRIQUE MORAES

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Márdel

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05 2017

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